Marinha apoia SEF em missão numa "nova rota migratória"

Navio de patrulha costeira Tejo vai participar na sua primeira operação internacional entre Itália e Albânia, ao serviço da UE

O primeiro dos navios de patrulha costeira adquiridos à Dinamarca para a Marinha e modernizados nos estaleiros do Alfeite inicia amanhã a sua primeira missão internacional e para combater o tráfico de pessoas numa "nova rota migratória" detetada entre Itália e a Albânia, soube o DN junto de fontes militares.

A Marinha confirmou a informação, explicando que o navio Tejo - o primeiro dos cinco patrulhas da classe com esse nome adquiridos em 2014 - vai apoiar o Serviço de Estangeiros e Fronteiras (SEF) numa operação conjunta a cargo da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex) no sul de Itália, onde a "base de operações" vai ser o porto de Crotone.

O porta-voz da Marinha, comandante Coelho Dias, explicou que esta missão da Frontex visa fazer "o controlo da migração irregular e outras formas de crime transnacional" no Mediterrâneo central, com particular enfoque numa "nova rota migratória" detetada no mar Adriático entre Itália e a Albânia.

A bordo do navio patrulha irá um inspetor do SEF - a quem está cometida a autoridade nesta missão - e uma equipa de cinco fuzileiros, além de um enfermeiro. Acresce que em Itália serão embarcados mais dois agentes de autoridade civis, um da Guarda Costeira e outro da Guarda de Finanças, adiantou Coelho Dias.

Esta primeira missão internacional do navio patrulha Tejo - entre os dias 22 deste mês e 8 de setembro - ocorre meio ano após começar a operar sob a bandeira portuguesa e empregues, através do apoio à Autoridade Marítima Nacional, no exercício da autoridade do Estado no mar (em dezembro de 2016, quando zarpou de Lisboa para a região autónoma da Madeira).

O Tejo é um navio militar empregue em "funções de segurança e autoridade do Estado no mar", em apoio das entidades com esse poder de autoridade em razão da matéria e do espaço (como PJ, ASAE ou Inspeção das Pescas). "A experiência adquirida comprova, num curto mas intenso período de atividade, a validade do conceito de emprego operacional", realçou a Marinha.

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