Maria Luís: "Se eu fosse ministra", Portugal não sofreria sanções

Dirigente do PSD apontou culpas ao Governo do PS por estar a desviar a trajetória do país "daquilo que foi nos últimos anos"

"Se eu ainda fosse ministra das Finanças, esta questão não se estaria a colocar", atirou este sábado à tarde, Maria Luís Albuquerque, em conferência de imprensa, comentando a possibilidade do pais vir a sofrer sanções por défice excessivo em 2015. Em causa, defendeu a dirigente do PSD, não está o ano de 2015. A culpa é da trajetória do atual Governo que está "a ser desviada daquilo que foi nos últimos anos".

Em 2013, neste dia 2 de julho, Maria Luís Albuquerque tomava posse como ministra das Finanças, num dia marcado por uma carta "irrevogável" de Paulo Portas. Hoje, três anos depois, Maria Luís Albuquerque fez o elogio da sua governação por comparação com a "política de reversão de reformas", que o atual executivo socialista está a promover.

"O que está a ser feito nestes meses de governação" e "as dúvidas fundadas sobre as metas macroeconómicas e as reformas estruturais", argumentou, atiraram para cima da mesa a possibilidade das sanções. Com o Governo de Passos tudo seria diferente. "Com [as reformas estruturais] conseguimos merecer a confiança dos nossos parceiros europeus. Se tivéssemos continuado no Governo essa credibilidade não se perdia."

Sobre o que o atual Governo pode fazer, Maria Luís defendeu que deve "reiterar que fará tudo o que for necessário par prosseguir a trajetória de consolidação orçamental e de crescimento que herdou do anterior Governo, e voltar a ter a confiança e a credibilidade que recebeu quando tomou posse no final do ano passado".

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