Maria Luís Albuquerque contratada para empresa britânica de gestão de dívidas

Ex-ministra das Finanças vai ser administradora não executiva da Arrow Global, que esteve ligada à gestão de ativos do Banif

Maria Luís Albuquerque acaba de ser contratada como administradora não executiva e integrará o Comité de Auditoria e Risco da britânica Arrow Global, uma das maiores empresas europeias de aquisição e gestão de portefólios de crédito, com vários negócios em Portugal, passando a exercer essas funções a partir de segunda-feira, de acordo com um comunicado divulgado esta quinta-feira.

É o próprio presidente do conselho de administração, Jonathan Bloomer, quem o confirma dizendo estar "encantado" por a ex-ministra das Finanças se juntar à administração, lembrando o currículo e as funções de Maria Luís Albuquerque também no governo de Pedro Passos Coelho.

"Maria Luís vai trazer um acréscimo de experiência de gestão de dívida internacional e complementará a experiência já existente no conselho de administração e contribuirá para a expansão da Arrow Global para novos mercados e novos tipos de ativos", pode ler-se na nota de Bloomer.

A notícia da contratação foi adiantada nas redes sociais Twitter e Facebook pela porta-voz nacional do BE, Catarina Martins - e também no portal bloquista esquerda.net -, que denuncia os "lucros recorde" da Global Arrow em 2015, "graças a negócios em Portugal e na Holanda". "Comprou duas empresas do setor em Portugal, Whitestar e Gesphone, que sabemos estar envolvidas na compra de ativos do Banif", escreve a líder do BE.

Por sua vez, no esquerda.net é ainda referido que a companhia sediada em Londres "tornou-se líder da gestão de crédito malparado em Portugal, ao adquirir no ano passado a Whitestar e a Gesphone, duas empresas do mesmo ramo. A Whitestar está também envolvida na gestão de crédito malparado do Banif".

"Num documento classificado como 'confidencial' mas disponível na internet, a empresa revela gerir 5.5 mil milhões de euros e ter como clientes em Portugal os bancos Santander, Banif, Millennium BCP, Banco Popular, Montepio, Finibanco, Crédito Agrícola, Cofidis, entre outras empresas de renome do setor financeiro", pode ler-se no mesmo texto.

O documento, esse, pode ser consultado aqui.

Exclusivos

Premium

Contratos públicos

Empresa que contratava médicos para prisões não pagou e sumiu

O Estado adjudicou à Corevalue Healthcare Solutions, Lda. o recrutamento de médicos, enfermeiros, psicólogos e auxiliares para as prisões. A empresa recrutou, não pagou e está incontactável. Em Lisboa há mais de 30 profissionais nesta situação e 40 mil euros por pagar. A Direção dos Serviços Prisionais diz nada poder fazer.