Maria de Belém contra Presidente no jogo partidário

Candidata diz que é necessário um presidente da República que "saiba respeitar o princípio da separação de poderes"

República que tenha uma visão equilibrada e correta. E que saiba resistir à tentação de se imiscuir no jogo partidário e à tentação de ser árbitro e moderador no sistema político". E garantiu: "A minha decisão de me candidatar foi assumida com total autonomia e independente do momento e das agendas partidárias."

Durante a apresentação das linhas gerais do seu programa às presidenciais de 2016, na Fundação Engenheiro de Almeida, Maria de Belém disse que um presidente da República deve dar "a melhor garantia política de autonomia e isenção e total independência das agendas políticas e partidárias". Mais desafiou: "A verdade é que não sei se outros candidatos poderão dizer o mesmo com a mesma verdade e frontalidade."

Tendo Júlio Machado Vaz como mandatário distrital, a antiga ministra da Saúde afirmou que "Portugal precisa de um presidente da República que saiba respeitar o princípio da separação de poderes". E que "saiba gerir equilíbrios políticos que sustentem uma sã convivência democrática". Reiterou que não deve ser "mero comentador que diz e desdiz com grande facilidade", devendo ter "maturidade democrática".

Maria de Belém defendeu que "só por eleições se escolhem os vencedores. Não há ganhadores antecipados". Disse mesmo que as próximas eleições serão "uma escolha política e não um voto num concurso de popularidade", referindo--se aqui a Marcelo Rebelo de Sousa. A candidata assegurou mesmo, determinada: "Estou nesta eleição para disputar a vitória." Refira-se que o seu discurso de candidatura assenta nas pessoas. "Já vi que há um candidato que assumiu tal e qual esta mesma formulação. Mas que não se esqueça de respeitar os direitos de autor, neste caso, da autora", advertiu.

A candidata quer erradicar a pobreza infantil que "alastrou" e que "não é uma questão técnica nem financeira, mas sim uma questão política e moral e de dignidade democrática". E desafiou mesmo: "Se o país foi capaz de erradicar o trabalho infantil", então também o deve fazer em relação à pobreza infantil. "Temos de estar todos juntos no combate a esse flagelo." Chamou ainda a atenção para o aumento da emigração.

Durante a sessão, Júlio Machado Vaz, cujo bisavô foi por duas vezes presidente da República, teceu elogios à candidata: "O presente e o passado da Maria espelham por ela. Deixou obra feita."

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