Marcelo quer reforço da presença militar no estrangeiro

Presidente da República elogia papel das Forças Armadas como instrumento de afirmação nacional.

O Presidente da República defendeu esta quarta-feira, em Coimbra, a necessidade de haver "uma participação significativa" das Forças Armadas em missões no exterior.

O Chefe do Estado e Comandante Supremo das Forças Armadas intervinha em Coimbra, na cerimónia de receção do último contingente destacado no Kosovo, tendo em pano de fundo a polémica do roubo de material militar em Tancos.

Sem se referir a esse tópico, Marcelo Rebelo de Sousa adiantou que "é igualmente claro o apoio do Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas à intenção governativa de reforçar no futuro próximo o empenhamento na NATO".

"É para todos evidente a importância de se manter uma participação e uma participação significativa" nas missões de apoio à paz, nomeadamente no âmbito da NATO, pois "tem trazido benefícios inegáveis no que respeita à doutrina de emprego de forças e respetiva interoperabilidade, formação, estrutura, efetivos e equipamento", sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa.

Enfatizando que "as Forças Armadas são e continuarão a ser um dos instrumentos de afirmação nacional no domínio da política externa ao serviço da paz", Marcelo Rebelo de Sousa frisou que "a sua unidade e coesão social, territorial e operacional tem sido uma garantia para todos, portugueses e estrangeiros".

"E o modo como têm sabido viver no quadro de um permanente escrutínio constitucional e dando vigor essencial às instituições democráticas é uma razão de incontestável confiança internacional e de orgulho nacional".

O ministro da Defesa e os chefes militares foram alguns dos presentes na cerimónia militar de receção do 1º Batalhão de Infantaria Mecanizado de Rodas e de encerramento do teatro de operações do Kosovo, onde os cerca de sete mil militares portugueses estiveram entre 1999 e 2017 (com uma interrupção no início dos anos 2000).

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