Marcelo segue conselho do neto: "Deixo-os a falar sozinhos"

Ex-líder do PSD afirma que os outros candidatos "passam a vida a discutir pessoas" e acredita que voto do eleitorado já não sofrerá alterações significativas

Marcelo Rebelo de Sousa acredita que os eleitores já têm tudo decidido e que a campanha é mais para cumprir calendário. Durante uma arruada esta manhã em Portalegre, o candidato presidencial disse que "é muito importante a proximidade" com as populações, mas defende que "a 10 dias das eleições os portugueses já têm na cabeça o voto ou o não voto".

Pouco depois, numa livraria do centro de Portalegre, confidenciava que segue os conselhos do neto sobre as Presidenciais: "Eu digo-lhe, 'a' diz mal de mim, 'b' diz mal de mim, 'c' diz mal de mim. O meu neto deu-me um conselho que eu sigo: ó avô, deixa-os a falar sozinho. E eu digo, nem visto ó Francisco, e deixo-os a falar sozinho."

O candidato tem-se recusado a comentar os ataques de outras campanhas. Questionado sobre o facto de Marisa Matias o ter dito que "candidato da esquerda da direita, só se for grouxista marxista", Marcelo insistiu que "há três meses que tenho dito que não me pronuncio sobre outros candidatos ou outras candidaturas. Não entro nesse diz que disse".

Já antes no café Sons&Sabores, e ao som de Johnny Cash, acusou serem os outros candidatos a desviarem-se da linha. Do debate de ideias. Após o dono da loja solicitar que houvesse "debates sérios", Marcelo desabafou: "É o que eu tenho feito durante toda a esta campanha eleitoral. Mas passam a vida a discutir pessoas".

Numa espécie de balanço dos primeiros dias de campanha Marcelo diz ter confirmado"aquilo que já sentia no período de pré-campanha, que é haver um relacionamento natural, espontâneo, simpático e caloroso praticamente sem exceção, independentemente das pessoas viverem numa área ou noutra área, num distrito, noutro distrito, por onde tenho passado tem confirmado esse acolhimento caloroso e amigo".

Marcelo garante que após voltar da Madeira, a campanha vai continuar dentro do mesmo estilo, mas "com novidades para não ficarem com sensação de repetição".

Quanto a atualidade, Marcelo comentou ainda a ameaça dos sindicatos em fazerem greves caso o governo não reponha as 35 horas semanais. O candidato acredita que a questão ficará resolvida entre "fevereiro e julho", e que, sendo um "compromisso governamental", o executivo de Costa "deverá estar a fazer contas à vida para Orçamento para 2016".

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