Marcelo dialoga com trabalhadores do Casino da Póvoa em protesto

O Presidente da República tomou a iniciativa de ir ao encontro dos manifestantes e ouvir os motivos do protesto

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ouviu hoje, na Póvoa de Varzim, o protesto de cerca de três dezenas de trabalhadores do casino local, que alegam não ter atualizações nos salários desde 2009.

O Presidente da República, que se dirigia para o Casino da Póvoa para a cerimónia de abertura do evento literário Correntes d'Escritas, tomou a iniciativa de ir ao encontro dos manifestantes, que estavam concentrados no local, ouvindo os motivos da insatisfação e recebendo um dossier sobre o tema.

Francisco Figueiredo, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte, foi o porta voz do grupo, explicando que "a empresa não faz aumentos salariais desde 2009, e por força da inflação os trabalhadores já perderam desde então mais de 11% do seu salário".

Francisco Figueiredo aludiu, ainda, ao despedimento de 21 trabalhadores, no ano de 2014, numa ação que considera ter sido ilegal, exigido, por isso, a reintegração nos postos de trabalho.

"Os peritos do Tribunal de Trabalho já consideraram que não havia razões para despedir estes trabalhadores, mas enquanto isso, eles continuam em casa sem receber o salário e já sem subsídio de desemprego, em situação social difícil", afirmou o dirigente sindical.

O presidente do sindicato lembrou, também, "que desde 2009 que a administração do Casino se recusa a reunir e a ouvir com os trabalhadores e o sindicato", acusando, ainda, a empresa [Estoril Sol] de "falta de investimento no concelho".

"O Casino já empregou mais de 600 trabalhadores, agora só emprega 205 e o apoio que dava a sociedade poveira também está a diminuir, com menos espetáculos e exposições, e está aos poucos a ser transformado num armazém de máquinas, virado apenas para lucro", considerou.

Após o encontro informal com o Presidente da República, Francisco Figueiredo mostrou-se esperançado que "a administração do Casino fique mais sensibilizada com os temas".

"Agradecemos que nos tenha ouvido e recebido os nossos documentos e esperamos que no âmbito das suas competências possa interceder para que o problema possa ser resolvido", desabafou.

Na troca de palavras com os trabalhadores, Marcelo Rebelo de Sousa comprometeu-se "a falar com o presidente da Câmara e com os responsáveis do Casino para perceber o que se passa".

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