Marcelo destaca visita de Hollande a Portugal e diz que há convergência sobre sanções

Presidente disse que Portugal e França convergem "na visão sobre questões como a parte orçamental, como os refugiados, como as migrações"

O chefe de Estado português destacou hoje o facto de o Presidente francês ir visitar Portugal em julho e disse que há convergência entre os dois países em matéria orçamental, incluindo as sanções.

No final de uma cerimónia comemorativa do 10 de Julho, na Câmara Municipal de Paris, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado sobre a afirmação do Presidente francês, François Hollande, de que a França é "um amigo" de Portugal no Conselho Europeu.

"É verdade. Aliás, já o tinha dito nas declarações à imprensa à saída do encontro no Eliseu. Tinha sido muito claro quando afirmou que ia a Portugal no final de julho, que a data não era escolhida por acaso, depois do dia nacional francês, [14 de julho, Dia da Bastilha], e que estava connosco", respondeu.

"E nós estamos com a França", acrescentou o Presidente português.

Marcelo Rebelo de Sousa disse que Portugal e França convergem "na visão sobre questões como a parte orçamental, como os refugiados, como as migrações".

Interrogado se essa convergência inclui a questão das sanções da União Europeia por défice excessivo, declarou: "Quando se fala da parte orçamental, naturalmente fala-se também nisso".

Nestas declarações aos jornalistas, o Presidente da República qualificou de "espetacular" o contacto com as pessoas nesta chegada a Paris: "Ia passando o carro e a certa altura ia com o senhor primeiro-ministro no caminho para o Eliseu e as pessoas nos cruzamentos viam a bandeira portuguesa e diziam adeus".

"Ou eram portugueses, ou eram pessoas que conviviam com portugueses. É fácil de imaginar, com uma comunidade destas, que há muitos, muitos franceses para quem um português faz parte da sua vida", comentou.

Marcelo Rebelo de Sousa também falou sobre o Campeonato Europeu de Futebol de 2016, considerando que "seria uma grande final Portugal-França ou França-Portugal", mas ressalvou que "até lá ainda há muito jogo para jogar".

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