Marcelo congratula-se com "boas notícias" em matéria de crescimento e emprego

"Agora, é preciso, por um lado, consolidar isso e fazer ainda mais", disse o Presidente da República

O Presidente da República congratulou-se hoje com as projeções do Banco de Portugal para a economia portuguesa no período 2017-2019, considerando que são "boas notícias" em matéria de crescimento, emprego, exportações e investimento.

"Eu acabei de saber, quando aterrei agora em Lisboa, que há boas notícias no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) previsto para este ano", declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, acrescentando que também "há boas notícias na diminuição do desemprego, que pode ir até abaixo de 10%".

O chefe de Estado, que falava durante uma visita à 10.ª edição da Futurália, Feira de Educação Formação e Empregabilidade, em Lisboa, referiu ainda que "há boas notícias no crescimento do investimento" e "boas notícias nas exportações".

"Agora, é preciso, por um lado, consolidar isso e fazer ainda mais. Mas, é muito bom termos essas notícias dadas pelo Banco de Portugal", considerou.

Nas projeções divulgadas hoje, o Banco de Portugal revê em alta a previsão de crescimento económico para este ano, de 1,4% para 1,8%.

Esta estimativa fica acima da previsão de 1,5% inscrita no Orçamento do Estado para 2017, que o ministro das Finanças, Mário Centeno, admitiu hoje, em Londres, vir a rever, para "qualquer coisa próxima de 2%", no Programa de Estabilidade, que deverá ser remetido a Bruxelas até ao final de abril.

O banco central melhorou igualmente as estimativas para os dois próximos anos, prevendo agora que a economia cresça 1,7% em 2018 e 1,6% em 2019, revisões em alta de 0,2 e 0,1 pontos percentuais, respetivamente.

O Presidente da República esteve na Futurália durante quatro horas, acompanhado pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e pelo secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, e voltou a falar do 'Brexit', a propósito dos portugueses que estudam no Reino Unido.

Marcelo Rebelo de Sousa salientou que "as universidades britânicas tiveram como grande financiador a União Europeia, e vão ter de continuar a integrar-se muito com a União Europeia".

"Isso não pode ser destruído e não vai ser destruído. Há uma integração do conhecimento que é intravável. Não há fronteiras para o conhecimento", considerou.

Segundo o Presidente da República, "agora, os políticos têm de encontrar - como os economistas e como os financeiros - uma resposta que acompanhe esta circulação do conhecimento".

"É o desafio dos próximos meses e dos próximos dois anos", defendeu.

Manifestando-se convicto de que o Reino Unido e a União Europeia vão chegar a acordo, o chefe de Estado aconselhou ambas as partes "a abreviarem na medida do possível as negociações e, sobretudo, a manifestarem bom senso".

"A qualidade fundamental em política chama-se bom senso, sensatez. Se houver sensatez, o resultado final é positivo para todos", defendeu.

Marcelo Rebelo de Sousa elogiou esta Feira de Educação Formação e Empregabilidade, considerando que "aqui se começa a preparar o futuro" e que "o país só muda na base do conhecimento, da formação dos recursos humanos".

"É sobretudo com as gerações deles que a União Europeia vai construir o futuro. E começa por construir onde? Na educação", afirmou.

Durante esta visita, o Presidente da República esteve com o autarca comunista Bernardino Soares, no 'stand' da Câmara Municipal de Loures e tirou inúmeras fotos, incluindo com os jovens dos 'stands' da Juventude Socialista (JS), da Juventude Social Democrata (JSD) e da Juventude Popular (JP).

O chefe de Estado juntou-se ainda por, breves momentos, a um jogo de vólei e fez também umas jogadas de basquete e andebol, juntamente com o ministro da Educação.

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