Marcelo aponta fundos comunitários e descentralização como desafios para o país

Portugal está hoje melhor, afirma Presidente da República. "Em termos de desenvolvimento humano, estes 30 anos têm mais de positivo do que negativo"

O Presidente da República notou esta quarta-feira que, Portugal é um país que está melhor, apontando os desafios da descentralização e do quadro comunitário de apoio para os próximos anos. Marcelo Rebelo de Sousa - que falava no Fórum da TSF, numa emissão especial que festeja o 30.º aniversário desta rádio (do mesmo grupo de comunicação do DN) e prossegue durante todo o dia - deixou em direto um desafio ao presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, presente no estúdio da TSF no Terreiro do Paço, de algo que já "está em debate", que é a descentralização e os fundos comunitários para 2030.

"Até onde podemos ir para dar mais força ao poder local que está próximo dos cidadãos, aos municípios e freguesias, com meios bem entendido, não vale a pena dar poderes sem meios. E até onde podemos ir naquilo que vai ser, no quadro europeu, o conjunto de fundos. Daqui por uns anos, para onde é que queremos ir, quais são as prioridades?"

Segundo Marcelo, "em termos de desenvolvimento humano, estes 30 anos têm mais de positivo do que negativo". Para o Chefe do Estado, a educação e a saúde, "apesar dos problemas", são exemplos deste país que está melhor. "Há mais democratização da educação" e "há melhor saúde".

De acordo com Marcelo, como "a democracia constrói-se todos os dias", é necessário renovar "o nosso sistema político", quando na Europa se assistem a crises políticas. "Temos de criar alternativas", defendeu. Ao falar de sistema político, o Presidente da República não se está a referir apenas a partidos, está a falar também de parceiros sociais, participação local, escolar ou social. "Isso implica uma exigência crescente a todos e este é um grande desafio", argumentou o Presidente da República.

Destacando os "muitos trunfos naturais" dos portugueses, Marcelo notou que "às vezes falta-nos um amor-próprio e autoestima". E completou: "Somos pessimistas, puxamos para baixo até que de repente verificamos que podemos ser os melhores e ganhamos e aí entramos em euforia."

"Somos muito bons", defendeu ainda o Presidente, assumindo-se "um otimista realista". "Desde que sou Presidente da República tenho vindo a aumentar o meu otimismo, apesar das tragédias do ano passado e do drama da seca que ainda continua. O que correu bem nos últimos três anos foi tanto que é tão imaginável [que] em muitos aspetos os portugueses ultrapassaram de longe as minhas expectativas."

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