Marcelo recusa "aventuras" e "populismos"

""Numa economia pequena, aberta, é fundamental essa massa crítica resultante da consensualização", diz o Presidente da República portuguesa

O Presidente da República apelou esta quinta-feira à "convergência" de posições sobre política externa, europeia e de defesa e considerou que Portugal não se "pode dar ao luxo" de seguir um caminho de "aventuras" e "populismos".

"Numa economia pequena, aberta, é fundamental essa massa crítica resultante da consensualização. Não nos podemos dar ao luxo de diversidades e de choques traumáticos, de chamados populismos, de aventuras, que mesmo noutros economias e sociedades têm custos elevadíssimos. Não nos podemos dar a esse luxo e não nos daremos a esse luxo. Era um bocadinho essa a mensagem que vos queria hoje trazer", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, no Porto.

Durante um discurso de mais de 20 minutos no auditório da Fundação de Serralves, onde participou na sessão de abertura do "I Encontro Fora da Caixa Junto de Si", o Presidente da República declarou que era "mais positivo" que houvesse "mais fatores de convergência do que fatores de divergência em política externa, de defesa, europeia, como em "política financeira, como em política de justiça ou de reformas de Estado, como desejavelmente em política de Saúde, de Educação e mesmo sustentabilidade de Segurança Social a prazo".

"Naquilo que depende do mundo, o que podemos fazer, devemos fazer. Permanecemos fiéis à nossa integração europeia, e queremos uma União Europeia que olhe para a realidade e que a repense rapidamente. Fiéis às relações transatlânticas e ao bom relacionamento entre os EUA e a UE, fiéis ao relacionamento com o mundo que fala português, ultrapassando os incidentes de cada instante, a pensar no médio e longo prazo (...), esse é o apelo constante que tenho na consciência", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República sublinhou ainda a necessidade de Portugal apostar na previsibilidade naquilo que depende do país.

"Naquilo que depende de nós, temos de ser previsíveis. E mesmo quem tinha reticências sistémicas em relação a compromissos internacionais, em relação à trajetória no controlo do nosso défice, em relação à preocupação na gestão financeira, interna e externa, teve de admitir realisticamente que não há alternativa ao cumprimento desses compromissos", concluiu.

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