Manif exige regresso do passe social

Cerca de 50 reformados, pensionistas e idosos concentraram-se hoje no Rossio, em Lisboa, para exigir a reposição do desconto de 50 por cento nos passes sociais.

Numa concentração promovida pela Inter-Reformados Lisboa/CGTP-IN e a FARPIL - Federação das Associações e Organizações de Reformados, Pensionistas e Idosos de Lisboa, os manifestantes exigiram também a reposição dos horários e das carreiras que foram retirados às empresas de transporte público.

"Muitos idosos já não podem comprar o passe. Esta medida do Governo leva ao isolamento das pessoas, que se vêem assim impedidas de se deslocar", disse Luísa Vitorino, da FARPIL à Agência Lusa.

Por seu lado, Virgílio Guerreiro, da Inter-Reformados, criticou as medidas tomadas pelo Governo em matéria de transportes, afirmando que os "trabalhadores e os reformados são o alvo" do Executivo.

"Tudo é feito no sentido de os prejudicar", afirmou.

Presente na concentração, o casal Barciela já teve de prescindir de um dos passes por causa dos aumentos. "Sempre tive o passe e agora compro senhas", disse Manuel Barciela à Lusa, acrescentando que a sua mulher Alice é que mantém o passe dela. Os aumentos dos transportes, luz, água e gás, entre outros, levaram o casal a tomar a decisão.

"São aumentos escandalosos. Tinha 14 meses de salário, mas só contava com 13 porque um mês era para as despesas anuais da farmácia. Agora tenho só 11 meses", lamentou.

Também Miguel Jesus se juntou à concentração para protestar contra o aumento do seu passe.

"Pago quase o dobro agora e não tenho as mesmas condições. Tinha passe para o Metro, Carris e CP e agora só tenho para o Metro e a Carris", disse à Lusa. Em janeiro, Miguel Jesus pagou 16,45 euros pelo passe e em fevereiro a conta subiu para 26,25 euros.

Entretanto, Inter-Reformados Lisboa/CGTP-IN e a FARPIL começaram hoje a promover um abaixo-assinado pela reposição dos 50 por cento dos passes sociais e títulos de transporte.

Numa hora e meia, foram recolhidas cerca de 70 assinaturas.

As duas entidades vão andar a recolher assinaturas durante um mês, ao fim do qual irão entregar o abaixo-assinado ao primeiro-ministro e ao ministro da Economia e do Emprego, que tem a pasta dos transportes, entre outros.

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