Luísa Maia Gonçalves é a nova diretora nacional

Inspetora sucede a António Carlos de Beça Pereira, que vai voltar ao Tribunal da Relação de Guimarães

O Governo vai nomear Luísa Maia Gonçalves, como Diretora Nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), anunciou o Ministério da Administração Interna (MAI) liderado por Constança Urbano de Sousa. A nova diretora do SEF vai substituir António Carlos de Beça Pereira, que pediu a exoneração do cargo. O juiz desembargador pretende voltar ao Tribunal da Relação de Guimarães.

"Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Luísa Maia Gonçalves é Inspetora Coordenadora Superior da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF, onde ingressou em 1990", refere o comunicado do MAI, que acrescenta que a nova diretora ocupou vários cargos dirigentes em diferentes organismos da Administração Pública e foi Adjunta do Secretário do Estado para os Assuntos Europeus, o embaixador Seixas da Costa, e assessora do Coordenador Nacional para os Assuntos da Livre Circulação de Pessoas de Schengen.

Hoje a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, esteve na sessão que marcou o arranque do estágio de 45 novos inspetores. Há mais de dez anos que não entravam inspetores para o serviço, pedido há muito feito pelo Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF (SCIF-SEF), que ontem adiantou ao DN que há fronteiras externas que registam "situações pontuais de ausência de controlo" devido à falta de inspetores do SEF.

Em resposta, a ministra afirmou que "todas as fronteiras externas, que são os aeroportos e portos marítimos, têm naturalmente sempre inspetores do SEF em funções quando existem embarques de desembarques" e que "não existem fronteiras fechadas ou sem qualquer tipo de inspeção".

Constança Urbano de Sousa explicou também que nas fronteiras internas (fronteiras terrestre com Espanha) não há o dispositivo que existia antes do espaço Schengen porque esses controlos são proibidos pelo direito da União Europeia, mas afirmou que há funcionários do SEF nos centros de cooperação policial e aduaneiro.

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