Lider do CDS preocupada com rumo seguido pelo Governo

Assunção Cristas alerta que programa seguido pelo atual Governo não facilita a criação de riqueza e de emprego.

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, manifestou esta quinta-feira preocupação com a revisão em baixa das estimativas de crescimento pelo Banco de Portugal, alertando que o rumo seguido pelo Governo não facilita a criação de riqueza e de emprego.

No final da reunião com a UGT, no âmbito da ronda que está a fazer desde a sua eleição pelos partidos e parceiros, Assunção Cristas foi questionada sobre os dados divulgados quarta-feira pelo Banco de Portugal, que piora as estimativas de crescimento, prevendo agora que a economia portuguesa avance 1,5% no conjunto de 2016, mostrando-se mais pessimista do que o Governo.

"O que nos queremos é que o país cresça, que o país gere emprego e proporemos certamente nesse sentido um conjunto de matérias e de medidas", apontou a líder democrata-cristã. "Não nos parece que o rumo que o Governo esteja a seguir seja um rumo que facilite a criação de riqueza e de emprego".

"Não nos parece que o rumo que o Governo esteja a seguir seja um rumo que facilite a criação de riqueza e de emprego"

Em relação ao debate quinzenal de quarta-feira, Cristas relembrou que questionou António Costa sobre "o Programa de Estabilidade, onde as matérias do crescimento económico, do défice e da dívida terão de aparecer e são necessárias para também fazer um bom debate do Plano Nacional de Reformas".

Assunção Cristas reforçou ainda a posição do CDS em relação à revisão constitucional e assegura que "o CDS referiu e continuará a referir que a questão da supervisão é um tema muito relevante", tendo sido um assunto presente na reunião com a UGT.

"A nossa preocupação é estudar a fundo a matéria da supervisão, propor um conjunto de alterações nesta área e essa questão da nomeação do Governador do Banco de Portugal não é uma questão nova do CDS, não apareceu agora, não apareceu no atual quadro e nem tem a ver com o atual protagonista. É uma proposta que o CDS já tem apresentado desde 2010", recordou.

No entanto, assegura que o CDS estuda esta proposta num " quadro de um conjunto relevante de matérias que queremos trabalhar" porque esta nunca foi uma proposta "isolada".

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