José Eduardo Martins:Estratégia do PSD no OE2016 foi "pouco inteligente"

Antigo secretário de Estado criticou opções de Pedro Passos Coelho no Orçamento de Estado e lembrou-lhe que a social-democracia tem de ser mais uma prática do que um slogan.

Num dos mais esperados discursos no 36º Congresso do PSD, José Eduardo Martins foi critico da atuação do partido neste novo ciclo político em que se encontra na oposição. "É preciso fazer política com inteligência e coerência", disse . E foi isso que não encontrou na decisão de Passos de não apresentar propostas alternativas ao Orçamento de Estado do governo de António Costa e que levou o partido a abster-se em todas as propostas apresentadas, mesmo as dos deputados social-democratas da Madeira,.

Sem palavras de rutura, o antigo vice-presidente da bancada do PSD, no tempo de Manuela Ferreira Leite disse ter encontrado alguma "esperança" no discurso inaugural do presidente do partido, mas manteve a ideia de que o PSD está a perder paulatinamente a perder a sua relação afetiva com os reformados e pensionistas."Falámos sempre de cortes de pensões de forma fria e burocrática", acusou.

José Eduardo Martins tocou ainda na emigração dos jovens licenciados e investigadores e na erosão de uma classe média, tão necessária ao crescimento do País. "É preciso libertá-los dos impostos, fazer a reforma do Estado e que não se fique por slogans".

O ex-deputado, que faltou a vários congressos do PSD, acusou ainda Passos de não ter sabido fazer ouvir a voz de Portugal na União Europeia. "Temos de ser menos seguidistas do que fomos", assegurou.

Ainda assim, pediu ao partido para se unir, já que as "legislativas podem chegar mais cedo do que muitos antecipam". O que se espera agora, disse, "é que o PSD faça uma oposição com alma, com esperança e com alegria".

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