Subsídio vitalício para 200 políticos. Valor mais alto é de 13 mil euros

José Sócrates começou a receber em junho. Pensão do ex-governador de Macau, Rocha Vieira, está no topo da lista da CGA

São 330 os políticos portugueses que têm direito à subvenção vitalícia, mas só cerca de 200 é que recebem esta prestação criada há 31 anos para compensar os titulares de cargos políticos, como deputados e ex-governantes, pelo tempo que dedicaram à causa pública.

No topo da lista da Caixa Geral de Aposentações (CGA), divulgada pela primeira vez e reproduzida pela revista Visão, estão os ex-governadores de Macau, Rocha Vieira e Carlos Melancia. O primeiro tem direito a uma subvenção de 13 607 euros (brutos), mas está com redução parcial, enquanto Carlos Melancia recebe 9727 euros.

Os antigos primeiros-ministros António Guterres, José Sócrates e Santana Lopes constam da lista, mas só um recebe o valor na íntegra: Sócrates com 2372 euros (tem a subvenção há dois meses). Guterres, candidato à ONU, tem direito 4138 euros, mas está a receber parte desse montante, uma situação que se aplica nos casos em que exista exercício de atividade privada, incluindo atividades liberais. Já o provedor da Santa Casa da Misericórdia, Santana Lopes, a quem foi atribuído 2199 euros, está com o pagamento suspenso (redução total, por exercer função pública remuneradas).

Aos ex-chefes de governo juntam-se deputados, ex-deputados, autarcas, líderes partidários e ex-presidentes da Assembleia da República. Entre estes últimos, Barbosa Melo é o que tem a reforma vitalícia mais alta: 4296 euros. Segue-se Assunção Esteves com 3432 euros e Mota Amaral, com 3115 euros.

Jerónimo de Sousa (2282 euros, com redução total), Manuel Alegre (3052), Maria de Belém (2372, com redução total), Rui Rio (1379, com redução total), Adriano Moreira (2685 euros, redução parcial), Bagão Félix (2030, com redução total), Leonor Beleza (2566 euros, suspensos por presidir à Fundação Champalimaud),Carlos Carvalhas (2819), Duarte Lima (2289 euros), Armando Vara (2014 euros, com redução parcial) são alguns dos nomes que constam na lista.

Segundo a CGA, o atual conselheiro do Presidente da República Marques Mendes é o único que suspendeu por iniciativa própria a reforma de 3311 euros a que tinha direito.

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