Secretas admitem regresso a Portugal de mulheres e filhos de jihadistas

Estima-se que nos próximos meses cheguem ao nosso país cerca de 20 mulheres e filhos de jihadistas que vivem em território controlado pelo Estado Islâmico

Os serviços de informação portugueses estimam que nos próximos meses cheguem a Portugal mais de 20 mulheres e filhos de jihadistas portugueses ou lusodescendentes que vivem em territórios controlados pelo grupo extremista Estado Islâmico, avança o jornal Expresso.

"Prevê-se para 2018 um aumento do regresso das mulheres e menores", entre os "quais mais de duas dezenas de descendentes de cidadãos nacionais", afirmou Adélio Neiva da Cruz, diretor do Serviço de Informações de Segurança (SIS), num seminário sobre vítimas de terrorismo organizado na sede das secretas, na Ameixoeira, refere o jornal.

Este regresso coloca um sério problema às forças e serviços de segurança, e ao aparelho de justiça, e levanta enormes questões sociais que urge enfrentar e resolver

De acordo com o semanário, estes familiares de jihadistas deverão ser recebidos em Lisboa ou noutro país europeu "sem qualquer tipo de hostilidade". "São suscetíveis de inclusão", referiu Adélio Neiva da Cruz. Estas mulheres e crianças terão a possibilidade de pedir a nacionalidade portuguesa, diz o jornal.

Apesar de defender que a luta contra o terrorismo "não pode ser baseada apenas em medidas securitárias e repressivas", o diretor do SIS prevê algumas dificuldades a nível social e judicial. "Este regresso coloca um sério problema às forças e serviços de segurança, e ao aparelho de justiça, e levanta enormes questões sociais que urge enfrentar e resolver", afirmou Adélio Neiva da Cruz, citado pelo Expresso.

Segundo o semanário, a situação dos menores é ainda mais "complexa". De acordo com fontes contactadas pela publicação existem 10 a 20 crianças filhas de jihadistas de descendência portuguesa.

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