Rui Rio assume: "Se procuram grandes diferenças ideológicas" com Santana "não vão encontrar"

Candidato à liderança do PSD deu alfinetado no rival, em entrevista à RTP3: "Santana Lopes candidatou-se cinco vezes... agora não era preciso, porque eu sou um excelente candidato."

Rui Rio lembrou, ontem, em entrevista à RTP3, que quem "procuram grandes diferenças ideológicas" entre ele e Pedro Santana Lopes "não vão encontrar". E brincou com o facto de não ser a primeira vez que o rival na luta pela liderança do Partido Social Democrata vai a sufrágio interno: "Candidatou-se cinco vezes... agora não era preciso ,porque eu sou um excelente candidato."

Depois voltou a afirmar, que na opinião dele, "o PSD não é de direita, é um partido do centro, unas mais de centro esquerdo, outros mais de centro direita, mas um partido de centro". E defendeu que "um bloco central com o PSD e PS no governo só acontecerá em circunstâncias muito extraordinárias".

No entanto há tarefas que o PSD não pode fazer sozinho, mas pode e deve fazer parte da solução: "Os partidos não têm de estar no mesmo governo para fazer grandes reformas".

Quando questionado sobre uma possível coligação com o CDS nas próximas eleições, Rui Rio separou as águas:" Isso tem de ser visto no pré-eleições ou pós eleições. A questão deve pôr-se se vamos sozinhos ou em coligação? Eu penso que não haverá muitas condições para ir de outra forma que não sozinhos."

Ainda quer disciplinar a Imprensa? "Eu não quero disciplinar a Imprensa. Não há democracia sem liberdade de Imprensa. E aquilo que eu vejo em muitas circunstânacias é que ela é muito mais virada para o lucro do que para a comunicação de interesse social. E quando olho para algumas capas de jornais penso que não foi para isto que se fez o 25 de Abril", respondeu.

E recorreu a uma analogia - os 40 anos do Estado Novo, com os 40 anos da Democracia - para dizer que "a democracia está desgastada" e "embora não esteja podre como estava o Estado Novo" é preciso cativar de novo as pessoas para a vida ativa do País.

E mandou um recado interno para os militantes que queiram votar e eleger o novo líder do partido, para que paguem as cotas até dia 15 de dezembro ou não terão voto na matéria. O ex-presidente da Câmara Municipal do Porto esclareceu ainda que não tem "má relação" com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, apenas têm "feitios diferentes".

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