Rui Rio defendeu esta quarta-feira um novo 25 de Abril em Portugal, "não militar mas civil", para que o poder democrático deixe de ser "muito mais fraco" que os poderes fáticos da sociedade.."É hora de revisitar o 25 de Abril para dar à democracia a vitalidade que precisa", defendeu em Lisboa aquele candidato às eleições presidenciais do PSD agendadas para 13 de janeiro de 2018.."Não vamos confundir" os formalismos da democracia, que têm sido cumpridos, com a sua substância e cuja fraqueza - num momento em que a terceira República tem precisamente o mesmo tempo de vida do Estado Novo, assinalou Rui Rio - é visível na existência de reformas estruturais por fazer ou no afastamentos dos cidadãos do regime político.Rui Rui intervinha perante duas centenas e meia de militantes, entre as quais Francisco Pinto Balsemão e Manuela Ferreira Leite, Ângelo Correia, David Justino, Nunes Liberato, Vieira de Castro, Arménio Santos ou Hugo Velosa, além dos outros dois oradores e membros da sua equipa de campanha, Paulo Mota Pinto e Nuno Morais Sarmento.."O PSD tem de cuidar do regime, que está doente", alertou o antigo vice-presidente do partido, para o que é essencial "convidar os outros partidos" para concretizar "reformas de regime", à cabeça das quais está a da Justiça - e, principalmente, evitar que sejam desfeitas com as mudanças de governo..Um partido como o PSD "tem a obrigação de colaborar com os outros" quando "sozinho não consegue resolver os problemas estruturais" do país, prosseguiu Rui Rio. "Em tudo o que é estrutural temos de consensualizar", enfatizou o candidato..Rui Rio aconselhou ainda os militantes a "falarem com os portugueses e perceberem o que eles querem" sobre quem será "o melhor candidato" para liderar o PSD, a fim de "votarem nele" no dia das eleições.."Alguém que se candidata" à liderança do PSD "está na prática a candidatar-se a primeiro-ministro", pelo que "se faz sentido ter ideias para o PSD faz mais sentido apresentar ideias para o país" e encontrar soluções para os "principais estrangulamentos ao desenvolvimento" de Portugal, argumentou o economista de profissão..Melhorar a competitividade do país, fazer reformas estruturais há muito adiadas, reforçar a coesão social e ter um PSD "mais forte e pujante" são alguns desses desafios, elencou ainda Rui Rio.