Alunos encontram ratos mortos na Secundária do Restelo

Alunos depararam-se com dois animais mortos numa da salas do pavilhão de Artes

Depois de ter sido encerrada na passada quinta-feira, dia 25 de janeiro, devido a uma praga de ratos e de só ter sido reaberta esta terça-feira, a Escola Secundária do Restelo parece não ter conseguido livrar-se dos roedores. Esta quinta-feira, alguns alunos encontraram duas ratazanas mortas numa das salas de aula do pavilhão de Artes. Fotografaram e partilharam as imagens no Instagram.

A Escola Secundária do Restelo reabriu a 30 de janeiro, de acordo com uma ordem de serviço assinada por Júlio Dias dos Santos, diretor do agrupamento de escolas do Restelo, que dizia na semana passada "não estarem garantidas as condições de higiene e saúde pública", o que levou à suspensão das aulas durante quatro dias.

De acordo com o documento, iriam ser "tomadas as medidas necessárias dentro do perímetro escolar e alertadas as entidades competentes no que respeita ao espaço exterior envolvente, visto o problema ultrapassar os limites do recinto escolar".

Esta não é a primeira vez que a Escola Secundária do Restelo tem de encerrar por causa de ratos. No final de setembro do ano passado, pouco tempo depois do início do ano letivo, havia ratos bem à vista nas palmeiras do pátio e no telhado.

Desta vez, os ratos começaram a aparecer depois de uma inundação que aconteceu, na semana passada, à porta da escola do Restelo, contou ao DN um aluno que frequenta o 11.º ano. Uma sarjeta terá ficado entupida e, com as águas sujas, vieram as ratazanas que acabaram por invadir o recinto escolar. "Na sala dos professores, os ratos começaram a andar em cima da comida do bar e em cima das mesas, foi a nossa professora que nos contou", revelou Manel.

Na quinta-feira, dia 25 de janeiro, as aulas ainda começaram como normalmente, mas foram interrompidas durante a manhã. "Estava a ter uma aula e os alunos da sala em frente da minha, que deviam ser de sétimo ano, começaram a fugir. No momento em que saímos da sala estava já afixado o papel" com a ordem de serviço para fechar a secundária do Restelo e básica de Caselas, que fica ao lado, explicou o estudante de 17 anos.

Para Manel, o encerramento da escola era sem dúvida necessário para a resolução do problema, mas não deixava de assinalar o transtorno para os alunos mais velhos que, em altura de testes, viram as provas ser adiadas, pelo menos até esta semana.

Ao que o DN apurou, desta vez as aulas não terão sido interrompidas e esclarecimentos sobre a situação foram remetidos para o diretor da escola, que não se encontrava disponível.

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