Relvas afirma que votará em Santana Lopes

Ex-ministro afirma que este é o candidato com condições para obter um "resultado positivo e ganhador"

O ex-ministro e antigo dirigente do PSD Miguel Relvas assumiu esta quinta-feira que votará em Pedro Santana Lopes nas eleições diretas para escolher o futuro líder do partido.

Numa entrevista à SIC-Notícias, que será transmitida pelas 22:30 e da qual a SIC transmitiu um excerto no Jornal da Noite, Miguel Relvas foi questionado sobre em quem votará nas diretas do PSD, marcadas para 13 de janeiro, perante os dois candidatos já anunciados, Pedro Santana Lopes e Rui Rio.

"Voto Pedro Santana Lopes, neste cenário, a minha intuição vai no sentido de que Pedro Santana Lopes terá um resultado ganhador e positivo nas próximas eleições e eu, como militante, se este for o entendimento dentro do quadro que está apresentado, naturalmente que votarei [nele]", afirmou.

Miguel Relvas criticou ainda algumas ideias que têm sido atribuídas ao outro candidato anunciado, o antigo presidente da Câmara do Porto, Rui Rio.

"Eu não quero o PSD no Bloco Central, eu não quero a regionalização no meu país, que considero que é um fator de divisão e distorção", afirmou.

Por outro lado, o antigo secretário-geral do PSD disse até defender um pacto em áreas como a Justiça ou a Comunicação Social, mas alertando: "Que não seja um pacto para calar a Justiça, para condicionar a Justiça ou para condicionar a Comunicação Social".

Miguel Relvas foi secretário de Estado da Administração Local durante o XV Governo Constitucional de Portugal liderado por Durão Barroso e, entre 2011 e 2013, ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares durante o XIX Governo Constitucional de Portugal encabeçado pelo líder do PSD, Pedro Passos Coelho.

Considerado o braço direito de Passos Coelho, Miguel Relvas demitiu-se do Governo em 04 de abril de 2013, alegando falta de "condições anímicas para continuar", numa altura em que se acumulavam polémicas relacionadas com a sua licenciatura.

O PSD vai escolher o seu futuro líder em eleições diretas marcadas para 13 de janeiro, com posterior Congresso entre 16 e 18 de fevereiro.

O presidente do partido desde 2010, Pedro Passos Coelho, já anunciou que não se recandidata ao cargo.

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