Portugueses separam fações rivais em Bangui. Morreram dezenas de civis

Um 'capacete azul' do Ruanda e pelo menos três dezenas de civis morreram nos confrontos desta madrugada entre muçulmanos e católicos em Bangui.

'Capacetes azuis' portugueses intervieram na madrugada desta quarta-feira para separar grupos rivais muçulmanos e católicos em Bangui, cujos confrontos resultaram na morte de um militar ruandês e pelo menos três dezenas de civis, informaram fontes militares.

Os corpos das vítimas civis foram depositados esta manhã junto ao quartel-general das forças da ONU na República Centro-Africana (MINUSCA), transportados em camionetas e por populares durante uma manifestação pacífica, disse ao DN o porta-voz do Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA).

O comandante Coelho Dias adiantou que os paraquedistas portugueses envolvidos na operação tiveram como "missão primária a proteção dos civis" na zona dos confrontos, envolvendo grupos do 3º e do 5º distritos de Bangui (muçulmano e católico, respetivamente)

Note-se que os militares portugueses ao serviço da ONU estão aquartelados junto ao aeroporto de Bangui, na zona norte, enquanto o quartel-general da MINUSCA se situa a oeste da cidade.

Nos confrontos desta noite ficaram feridos oito militares ruandeses da MINUSCA e dezenas de civis, desconhecendo-se se estes são apoiantes dos grupos rivais ou populares apanhados no fogo cruzado.

"Esta noite foi trágica", assumiu uma das fontes militares ouvidas pelo DN

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