Parlamento recomenda maior alinhamento nos calendários de vacinas

Deputados preocupados com as "hesitações em relação à vacinação"

O Parlamento Europeu apelou hoje a mais medidas para promover a vacinação e recomenda "uma maior harmonização" e alinhamento entre os vários calendários de vacinação na União Europeia.

Numa resolução hoje aprovada, o Parlamento Europeu insta a Comissão Europeia a reforçar o apoio aos países para que aumentem a cobertura vacinal, manifestando-se os deputados preocupados com as "hesitações em relação à vacinação" que entendem que assumiram "proporções inquietantes".

Segundo uma nota do Parlamento Europeu, é também pedido à Comissão Europeia que favoreça "uma maior harmonização e um melhor alinhamento dos calendários de vacinação em toda a União Europeia".

O Parlamento Europeu recorda que "a redução da vacinação na Europa esteve na origem de graves surtos de sarampo, que causaram mortes em vários países europeus", incluindo em Portugal, onde há um ano morreu uma jovem de 17 anos com a doença.

Os deputados europeus pretendem ainda medidas para "restabelecer a confiança do público", indicando que deve ser criada uma plataforma europeia para combater os efeitos da divulgação de informações enganosas.

O comunicado do Parlamento Europeu, indica que a vacinação evita cerca de 2,5 milhões de mortes por ano em todo o mundo e reduz os custos dos tratamentos específicos de doenças.

No período de 2008 a 2015, foram registados na Europa 215 mil casos de doenças evitáveis por vacinação, excluindo a gripe.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.