OE2019. O embate segue dentro de momentos

No primeiro encontro entre BE e governo falou-se do atual momento político e de macroeconomia. Reuniões com o PCP e PEV ainda não estão marcadas

Foram cerca de duas horas e meia de reunião, ainda genérica, sobre o atual momento político e o quadro macroeconómico. António Costa e Catarina Martins deram ontem o pontapé de saída nas negociações do Orçamento do Estado para 2019. Ao que o DN apurou, o encontro, que decorreu nas instalações provisórias do primeiro-ministro, no Terreiro do Paço, serviu para Mário Centeno apresentar os dados mais recentes sobre o quadro macroeconómico e para governo e BE fazerem um ponto da situação política e abordarem o próximo ciclo, agora que a legislatura está prestes a entrar na reta final. O caderno de encargos dos bloquistas fica agora para as reuniões setoriais - a primeira fase das conversações vai prolongar-se até ao final de julho, sendo a discussão do OE depois retomada em setembro.

Pelo lado do governo, a reunião contou com a presença do primeiro-ministro, do ministro das Finanças, Mário Centeno, e do secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos. Pelo BE, e além de Catarina Martins, estiveram presentes o líder parlamentar, Pedro Filipe Soares, e os deputados e dirigentes do partido Mariana Mortágua e Jorge Costa. Ao contrário do que aconteceu no ano passado, o ministro do Trabalho, José Vieira da Silva, não esteve presente na reunião inaugural das negociações. As alterações ao Código Laboral são, nesta altura, um dos dossiers mais complicados entre os partidos que sustentam o governo.

À saída do encontro, a líder bloquista foi lacónica nas declarações: "Esta foi uma primeira reunião de negociação. Como tenho dito todos os anos, as negociações fazem-se à mesa".

Lançadas as conversações com o BE, faltam agora PCP e PEV - os encontros com o executivo não estão ainda agendados. No caso de Os Verdes, e de acordo com fonte oficial, a reunião já não deverá decorrer esta semana, por impossibilidade de agenda.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.