Número de suicídios estabiliza em Portugal

Houve uma descida no consumo de ansiolíticos, uma estabilização dos fármacos para as psicoses e um aumento do consumo de antidepressivos

O número de suicídios em Portugal mantém-se estável, situando-se em cerca de mil casos por ano, sublinhou esta terça-feira o diretor-geral da Saúde.

Para Francisco George, este é um dos indicadores mais relevantes do novo relatório sobre a situação da saúde mental em Portugal referente a 2016.

"O suicídio estabilizou. Em cada 100 mil habitantes mantém-se a probabilidade de dez se suicidarem", referiu Francisco George, na cerimónia que assinalou em Lisboa o Dia Mundial da Saúde Mental.

O número de suicídios é mais significativo no Alentejo e a taxa de mortalidade por suicídio tem maior incidência na faixa etária igual ou superior a 65 anos.

Segundo o relatório da Direção-geral da Saúde, o suicídio verifica-se sobretudo em pessoas com doenças mentais graves, na sua maioria tratáveis e integra o grupo de mortes potencialmente evitáveis.

Quanto ao consumo de psicofármacos em Portugal, o diretor-geral da Saúde notou que houve uma descida nos ansiolíticos (para a ansiedade), uma estabilização dos fármacos para as psicoses e um aumento do consumo de antidepressivos.

Os portugueses compraram cerca de 20 milhões de embalagens de psicofármacos no ano passado, o que corresponde a um gasto de 216 milhões de euros.

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