Marinha precisa de mais seis navios de patrulha oceânica

Comandante da Marinha defende que a revisão em curso da Lei de Programação Militar deve incluir a aquisição de mais patrulhões a curto prazo.

As duas grandes prioridades da Marinha para o futuro próximo são a aquisição de mais seis navios de patrulha oceânica (NPO) e um novo navio reabastecedor, afirmou esta terça-feira o chefe do Estado-Maior do ramo.

O almirante Mendes Calado falava aos jornalistas à margem do exercício militar Swordfish 2018 e a bordo da fragata D. Francisco de Almeida, ao largo de Setúbal, num dia de demonstrações a que assistiu o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, e diversos adidos militares estrangeiros acreditados em Portugal.

O programa dos NPO - classe Viana do Castelo - destina-se a substituir as velhas corvetas e foi lançado há década e meia através de um contrato de construção com os estaleiros de Viana do Castelo, mas só dois estão a operar. Nas próximas semanas será entregue o terceiro e no início de 2019 chegará o quarto - mas a aquisição dos restantes seis para a componente de vigilância e patrulhamento não está incluída na LPM ainda em vigor, lembrou fonte militar ao DN.

"A grande prioridade do momento é robustecer o que temos, reforçando a nossa capacidade" de vigilância dos espaços marítimos, sublinhou o chefe do ramo naval das Forças Armadas.

O almirante Mendes Calado adiantou que a sua "segunda prioridade" passa pela substituição do navio reabastecedor Bérrio, que fez hoje uma demonstração de apoio logístico simultâneo a duas fragatas em operação. Também "seria importante que a Marinha pudesse dispor, como há muito ambiciona, de um navio polivalente logístico", como o espanhol Galícia (donde partiram as forças especiais que esta manhã participaram no desembarque anfíbio do exercício Swordfish 2018, "para potenciar ainda mais os fuzileiros em termos operacionais".

Para meados da próxima década ficará o processo de substituição das fragatas e dos helicópteros Lynx, previu ainda o almirante.

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