Marcelo Rebelo de Sousa já teve alta e foi aplaudido à saída

Presidente não quer ser incomodado sobre financiamento dos partidos. "Decidirei na altura em que entender". Prazo termina dia 11

Marcelo Rebelo de Sousa teve alta cerca das 12:45, depois de ter sido operado a uma hérnia umbilical na quinta-feira, no Hospital Curry Cabral, em Lisboa. O presidente da República foi aplaudido pelo pessoal hospitalar e por populares que se encontravam na receção e até tirou uma selfie.

O chefe de Estado pediu para não ser incomodado nas próximas 48 horas acerca das alterações à lei do financiamento dos partidos. Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu a toda a equipa que o tratou ao longo destes dias e desejou um bom ano para todos os que estão doentes, internados ou em casa.

"Quero agradecer à equipa, toda a unidade, o apoio, acolhimento, a forma como fui acolhido tratado ao longo destes dias", disse, aproveitando para elogiar o Serviço Nacional de Saúde. "Com todos os altos e baixos, é uma conquista da democracia muito importante", afirmou, fazendo referência ao possível surto de gripe que poderá entupir as unidades de saúde no inicio do ano.

"Uma palavra para os que estão internados, com alguns dos quais privei, neste fim de ano e começo de ano. E para os que estão dentes em casa", acrescentou.

Finalmente, "para que não me incomodem nas próximas 48 horas", uma palavra sobre as alterações à lei de financiamento dos partidos, mas só para falar do prazo previsto para tomar uma decisão, o qual termina dia 11 de janeiro. "Decidirei uma de duas coisas: ou promulgo ou envio uma mensagem à Assembleia da República. Decidirei na altura em que entender", rematou.

Já amanhã, diz 1, Marcelo dirige-se ao país na tradicional mensagem de Ano Novo do Presidente, provavelmente gravada.

O Presidente da República foi operado a uma hérnia umbilical na quinta-feira no Hospital Curry Cabral, em Lisboa.

A intervenção cirúrgica estava prevista para o início de janeiro, mas foi antecipada depois de o médico da Presidência, Daniel Matos, ter diagnosticado uma hérnia estrangulada, o que obrigou a uma operação de urgência.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.