Marcelo Rebelo de Sousa internado em Lisboa para ser operado de urgência

Presidente da República hospitalizado para ser operado a uma hérnia umbilical. Agenda cancelada até dia 1 de janeiro de 2018

O Presidente da República foi internado de urgência esta quinta-feira para ser submetido a uma intervenção cirúrgica a uma hérnia umbilical, informa nota da Presidência da República.

"Esta operação estava há muito prevista para o início de janeiro, mas os médicos assistentes decidiram antecipá-la, por [a hérnia] ter encarcerado", revela a mesma nota, que acrescenta: "O Chefe do Estado cancelou, por isso, toda a agenda de hoje, bem como as dos próximos dias, incluindo as deslocações previstas para 31 de dezembro e 1 de janeiro, à área da tragédia de outubro".

O site da Presidência refere que será emitido ainda hoje um boletim clínico a informar sobre a saúde do Presidente. Segundo a agência Lusa, a cirurgia ao chefe do Estado está a ser feita pela equipa do médico Eduardo Barroso.

As hérnias umbilicais são uma das formas mais comuns de hérnia abdominal. O encarceramento da hérnia significa que o seu conteúdo está fixo e é impossível a reinserção na cavidade abdominal, tornando-se assim a hérnia uma emergência cirúrgica: a intervenção pretende evitar inflamações potencialmente fatais.

Pouco antes de ser divulgada a nota de Belém, fonte da Associação Sindical de Juízes Portugueses (ASJP) revelara que o presidente tinha desmarcado a audiência com a associação prevista para as 13:00 desta quinta-feira. A fonte disse à agência Lusa que um elemento da casa civil da Presidência fez um telefonema para a presidente da ASJP "20 minutos antes das 13:00 a desconvocar a audiência".

Na agenda de hoje, Marcelo Rebelo de Sousa tinha prevista uma ronda de audiências com representantes dos juízes e dos magistrados do Ministério Público para discutir o pacto de justiça e os estatutos destas duas classes e uma cerimónia de entrega de insígnias a Carlos Ramos, que salvou várias pessoas no acidente ferroviário de Alcafache, em 1985.

Em 1 de janeiro, é tradicional o Presidente dirigir ao país uma mensagem de Ano Novo, que este ano deveria ser feita a partir de Vouzela, um dos concelhos afetados pelos incêndios de outubro, região que ia visitar nesses dias.

Em 31 de dezembro, o Presidente tinha planeado visitar os concelhos de Oliveira do Hospital, distrito de Coimbra, e no dia 01 de janeiro de 2018 iria a Arganil, também no distrito de Coimbra, Santa Comba Dão e Vouzela, ambos no distrito de Viseu, de onde iria fazer, em direto, a mensagem de Ano Novo.

Marcelo Rebelo de Sousa passou o dia de Natal em Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra, concelhos afetados pelos incêndios de junho.

Com Lusa

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.