"Está tudo bem". Marcelo já teve alta. E mantém agenda das visitas oficiais

Presidente falou aos jornalistas à saída do hospital e já está de regresso a Lisboa para descansar, conforme aconselharam os médicos

Presidente da República afirma que o mal estar que o afetou se deveu a uma quebra de tensão e desidratação, agravadas por uma "gastroenterite aguda, vulgarmente chamada intoxicação alimentar".

À saída do hospital de Braga, onde passou cerca de quatro horas, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou aos jornalistas que, na véspera da visita ao Bom Jesus de Braga este sábado, já tinha sentido uma "ligeira indisposição", que se agravou com o calor que se sentia. "Senti que ia desmaiar a qualquer momento."

Os médicos atribuíram o mal estar do Presidente a uma quebra de tensão e a desidratação e recomendaram-lhe descanso.

"Os exames efetuados no Hospital de Braga confirmaram que o Presidente da República sofreu uma gastroenterite aguda. Os médicos recomendaram hidratação e repouso, pelo que o Chefe de Estado, recuperado, está de regresso a Lisboa, tendo sido anulado o programa previsto para o dia de hoje e de amanhã", lê-se na segunda nota emitida pelo Palácio de Belém depois de Marcelo se ter sentido mal.

Na mesma nota presidencial, Marcelo faz questão de agradecer "a rapidez, eficiência e competência com que foi assistido pelo INEM e por todo o pessoal do Hospital de Braga".

Presidente garantiu, á saída do hospital, que iria "abrandar", mas afirmou que irá manter a agenda de visitas ao exterior dos próximos dias: viagem aos EUA no âmbito da NATO, marcada para 25 e 28 de junho. Está também prevista uma nova viagem a Moscovo para assistir à Seleção, caso esta passe aos oitavos de final do Campeonato do Mundo.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

O FMI, a Comissão Europeia e a direita portuguesa

Os relatórios das instituições internacionais sobre a economia e a política económica em Portugal são desde há vários anos uma presença permanente do debate público nacional. Uma ou duas vezes por ano, o FMI, a Comissão Europeia (CE), a OCDE e o Banco Central Europeu (BCE) - para referir apenas os mais relevantes - pronunciam-se sobre a situação económica do país, sobre as medidas de política que têm vindo a ser adotadas pelas autoridades nacionais, sobre os problemas que persistem e sobre os riscos que se colocam no futuro próximo. As análises que apresentam e as recomendações que emitem ocupam sempre um lugar destacado na comunicação social no momento em que são publicadas e chegam a marcar o debate político durante meses.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.