Mais férias e outro feriado. Discussão volta em janeiro

PCP e Bloco têm projetos de lei regime de férias do setor público e do setor privado. PEV quer que Carnaval seja feriado

O regime de férias nos setores público e privado e a possibilidade de o dia de Carnaval ser feriado serão alguns dos temas a debater pelos deputados no regresso aos trabalhos parlamentares depois da pausa do Natal, a partir de dia 5. O Jornal de Negócios recorda hoje que Bloco de Esquerda, PCP e Os Verdes têm projetos de lei sobre estas matérias, os quais serão debatidos na Assembleia da República já no próximo mês.

Para 11 de janeiro, entre outros assuntos, será discutido o projeto de lei do PEV que propõe que a terça-feira de Carnaval seja feriado. No ano passado, o governo decidiu dar tolerância de ponto na terça-feira gorda, depois de em 2015 António Costa, ainda presidente da Câmara de Lisboa, ter defendido que o Carnaval é "muito importante para a economia de todas as cidades", também para as "famílias". Daí ter dado tolerância aos funcionários municipais.

Para 18 de janeiro está prevista a discussão, entre outros, de um projeto de lei do PCP sobre o regime de férias do setor público e do setor privado e de um outro do Bloco de Esquerda. O Jornal de Negócios recorda contudo que António Costa já disse que a aumentar os dias de férias é algo que não está em cima da mesa.

Exclusivos

Premium

história

A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.