Lisboa e Costa Vicentina primeiras vítimas do lixo do Mediterrâneo

A World Wide Fund (WWF), organização ambientalista internacional, diz que 95% dos resíduos encontrados no Mediterrâneo são plásticos vão chegar em primeiro lugar à costa portuguesa.

O Mediterrâneo pode transformar-se num mar de plástico que irá desaguar nas praias portuguesas. Este é o alerta que WWF faz no seu relatório, citado pela TSF. A organização ambientalista afirma que o impacto desta poluição tem repercussões em todo o mundo, mas Portugal será o primeiro país a sofrer as consequências porque está na rota de saída do mar.

A Associação alerta para os perigos dos microplásticos, esferas minúsculas de plástico muitas vezes presentes em produtos de higiene e cosmética como exfoliantes. As piores zonas são Lisboa e a Costa Vicentina devido à proximidade dos estuários do Tejo e Sado.

A maior parte do lixo, segundo o mesmo estudo, vem de países como a Turquia e a Espanha, seguida da Itália, Egito e França. Todos os anos cerca de 300 mil toneladas de plástico chegam ao Mediterrâneo. Mas as Nações Unidas lembram que todos os anos, 8 milhões de toneladas de plástico vão parar aos oceanos e a poluição mata cerca de 100 mil mamíferos e um milhão de aves.

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João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

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Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

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