Marcelo quer decisões e que vítimas não sejam esquecidas

Presidente da República afirmou que pessoas afetadas pelos incêndios não podem ficar nem longe da vista, nem longe do coração

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse hoje que é preciso tomar decisões e não esquecer as pessoas que sofreram com a tragédia dos incêndios que assolaram o país.

"O meu grande objetivo é não deixar esquecer na voragem das notícias do dia-a-dia. As pessoas chocam-se muito, sobretudo o país mais longínquo do que está hoje a sofrer, de repente fica desperto para uma realidade que não conhecia, dura um dia, dois, três ou uma semana mas depois parte para outra realidade", sustentou.

Além de não poder acontecer, é preciso tomar decisões, muitas delas passam naturalmente por enquadrar esta situação de tragédia, de forma a fazer renascer a atividade económica, fazer arrancar a construção, a fazer com que a vida retome a sua sequencia normal, mas ao mesmo tempo não se cometendo erros ou perdendo oportunidade de mudar o que se tiver de mudar

Na sua passagem por Tondela, um dos concelhos fustigados pelas chamas no último domingo e segunda-feira, Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que estas pessoas não podem ficar nem longe da vista, nem longe do coração, a refazer as suas vidas.

"Além de não poder acontecer, é preciso tomar decisões, muitas delas passam naturalmente por enquadrar esta situação de tragédia, de forma a fazer renascer a atividade económica, fazer arrancar a construção, a fazer com que a vida retome a sua sequencia normal, mas ao mesmo tempo não se cometendo erros ou perdendo oportunidade de mudar o que se tiver de mudar, porque as pessoas aprendem com as lições do que vai acontecendo", alegou.

O Presidente da República aproveitou para realçar o grande dinamismo das pessoas, famílias, IPSS's, empresas, tecido social, assim como das autarquias, que "nem esperam pelo que possa vir de outras origens".

Do presidente da Câmara de Tondela, José António Jesus, ouviu a intenção de reconstruir o mais rápido possível as 37 ou 38 primeiras habitações que arderam, num conjunto de quase 140 edificações (a contar com habitações secundárias e devolutas). Para tal, são precisos quase 2 milhões de euros.

Marcelo Rebelo de Sousa passou pelos bombeiros de Tondela, onde lhe foi transmitido pela direção que fardamentos e viaturas sofreram alguns danos.

Já o comandante da corporação, Carlos Jorge aludiu ao desgaste que a frota sofre, ao acudir a diferentes teatros operacionais fora do concelho, apontando ainda à rotatividade constante dos quadros de comando por ficarem saturados, perdendo-se a experiência que se vai adquirindo.

"Pagamos para ser bombeiros", evidenciou ainda o comandante dos Bombeiros de Tondela, que sugeriu a criação de um mecanismo que possa incentivar a manutenção dos bombeiros que as corporações têm, já que "nem sequer têm ajuda monetária para se deslocarem até ao quartel, sempre que há emergências".

Marcelo Rebelo de Sousa esteve também em Oliveira de Frades e em Vouzela, onde visitou os locais mais afetados pelos incêndios.

Em Vouzela, o Presidente da República foi questionado pelos jornalistas sobre a ausência do primeiro-ministro.

"Não vou comentar, eu acho que estou onde devo estar e vou estar nos próximos dias para ouvir, ver, [ouvir] os autarcas e, sobretudo, para ouvir as pessoas e tentar dar alguma força às pessoas", respondeu enquanto caminhava e tendo a seu lado o presidente da Câmara de Vouzela.

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