Incêndio de outubro no Pinhal de Leiria foi planeado um mês antes

TVI 24 avança que nas reuniões em que foram planeados os detalhes do incêndio foram também decididos preços para a madeira

O grande incêndio que ocorreu no Pinhal de Leiria, em outubro, terá sido planeado um mês antes de ter acontecido. Envolvidos no planeamento terão estado madeireiros, responsáveis por grandes empresas e também de fábricas que compram e vendem madeira, avança a TVI 24.

As reuniões para planear o incêndio aconteceram numa cave, explica a mesma televisão, onde também foram delineados preços para a madeira.

Terão sido também utilizados, para iniciar as chamas, vasos de resina com caruma no interior.

Em janeiro, a Polícia Judiciária de Leiria adiantou que os dois incêndios que a 15 de outubro queimaram 86% do Pinhal de Leiria tiveram "mão criminosa", sem adiantar mais detalhes, concretamente.

Os incêndios de outubro de 2017, que atingiram 36 concelhos da região Centro, provocaram 49 mortos e cerca de 70 feridos, e destruíram total ou parcialmente perto de 1.500 casas e cerca de meio milhar de empresas.

Extensas áreas de floresta e de terrenos agrícolas foram igualmente destruídas pelos fogos de 15 e 16 de outubro de 2017, que afetaram de forma mais grave os municípios de Castelo de Paiva e Vagos, no distrito de Aveiro; Oleiros e Sertã (Castelo Branco); Arganil, Figueira da Foz, Lousã, Mira, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Tábua e Vila Nova de Poiares (Coimbra); Gouveia e Seia (Guarda); Alcobaça, Marinha Grande e Pombal (Leiria); e Carregal do Sal, Mortágua, Nelas, Oliveira de Frades, Santa Comba Dão, Tondela e Vouzela (Viseu).

Na sequência dos fogos que deflagram em 15 de outubro foram consumidos 190.090 hectares de floresta, cerca de 45% da área total ardida durante 2017, de acordo com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF)

Com Lusa

Ler mais

Premium

João Almeida Moreira

Bolsonaro, curiosidade ou fúria

Perante um fenómeno que nos pareça ultrajante podemos ter uma de duas atitudes: ficar furiosos ou curiosos. Como a fúria é o menos produtivo dos sentimentos, optemos por experimentar curiosidade pela ascensão de Jair Bolsonaro, o candidato de extrema-direita do PSL em quem um em cada três eleitores brasileiros vota, segundo sondagem de segunda-feira do banco BTG Pactual e do Instituto FSB, apesar do seu passado (e presente) machista, xenófobo e homofóbico.