Hospitais proibidos de saldarem dívidas a fornecedores

Cerca de 500 milhões de euros continuam congelados nas contas bancárias das unidades de saúde de gestão pública empresarial

O Estado transferiu, em janeiro, cerca de 500 milhões de euros a 39 hospitais para que estes pagassem as dívidas a fornecedores. No mesmo dia em que os hospitais EPE (gestão pública empresarial) receberam as verbas, as Finanças proibiram a movimentação do dinheiro. Unidades de saúde continuam à espera de instruções e estão a ser pressionadas pelos fornecedores.

A notícia é avançada esta sexta-feira pelo Jornal de notícias e dá conta de um total de 500, 19 milhões de euros que foram transferidos pelo Tesouro no mês passado, mas que continuam parados nas contas bancárias de cada um dos 39 hospitais.

Os fornecedores mais pequenos do Serviço Nacional de Saúde, escreve o jornal, estão a pressionar os hospitais e alegam que têm salários em atraso e dívidas que não conseguem saldar, por estarem à espera de pagamentos, alguns desde 2016.

O Ministério das Finanças explicou que "as verbas transferidas destinam-se ao pagamento de dívida vencida a fornecedores, por ordem de maturidade", mas o Ministério das Finanças, liderado por Mário Centeno, não aponta uma data de início dos pagamentos.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.