Governo propõe almirante Silva Ribeiro para o topo da hierarquia militar

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A decisão de propor o nome do almirante Silva Ribeiro para chefe do Estado Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) foi aprovada esta quinta-feira em Conselho de Ministros.

Silva Ribeiro substitui o general Pina Monteiro (Exército) a partir de 1 de março, por este atingir o limite de idade e passar à reforma.

O almirante foi nomeado para chefe do Estado-Maior da Marinha no final de 2016.

Cabe agora ao Presidente da República nomear Silva Ribeiro para o cargo.

Silva Ribeiro é o mais novo dos atuais três chefes dos ramos, mas a sua escolha - por ser da Marinha - estava anunciada desde que o Governo decidira reconduzir o general Pina Monteiro como CEMGFA há pouco mais de um ano.

A decisão foi tomada cerca de uma semana após o ministro da Defesa ter ouvido os sete vice-almirantes no ativo para escolher o sucessor de Silva Ribeiro como comandante da Marinha, onde o nome apontado como futuro chefe do ramo é o do atual vice-chefe, Mendes Calado.

Tanto Silva Ribeiro como Mendes Calado (artilheiro e que comandou a fragata Corte Real), a confirmar-se a nomeação deste vice-almirante pelo Chefe do Estado e Comandante Supremo das Forças Armadas, tomarão posse a 1 de março.

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.