Desapareceu uma denúncia contra a presidente das Raríssimas

Carta foi enviada por secretária da Federação das Doenças Raras. Presidente do Instituto da Segurança Social diz desconhecer o documento

Está por explicar, e acima de tudo por encontrar, uma outra denúncia tendo em conta a alegada gestão danosa da presidente da Raríssimas, Paula Brito da Costa. Terá feito, em 2013, através da FEDRA (Federação das Doenças Raras), uma viagem ao Brasil com o marido. Em questão estará também o facto de ter usufruído de um SPA, no valor de quase 400 euros e ainda o aluguer de um carro de luxo da marca BMW, diz a TVI.

Numa carta registada e com aviso de receção, Piedade Líbano Monteiro, à altura secretária da FEDRA, questionava a situação. A carta foi enviada, em janeiro de 2017, para a Unidade de Desenvolvimento Social do Instituto da Segurança Social e também para o Instituto Nacional para a Reabilitação, da tutela do Ministério do Trabalho.

"Defendemos a dignidade e a transparência acima de tudo, principalmente porque somos uma instituição de solidariedade social. De facto, permanecem por explicar despesas com viagens e estadia no estrangeiro da presidente da associação Raríssimas e para as quais não me sinto apta para dar parecer favorável", escreveu então Piedade Líbano Monteiro.

A TVI diz ainda que Rui Fiolhais, presidente do Instituto da Segurança Social, nega conhecer a carta e que haja registo de a denúncia ter dado entrada. Pediu, inclusivamente, à estação de televisão para lhe enviar o documento em questão.

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