"Sou melhor candidato que a doutora Assunção Cristas"

O presidente do PSD, Rui Rio, considerou hoje que Assunção Cristas "fez o seu papel" ao apresentar o CDS-PP como primeira alternativa ao PS, mas assegurou que é o melhor candidato a primeiro-ministro em 2019.

"Acho que a doutora Assunção Cristas disse o que lhe compete dizer, naturalmente que há uma diferença muito grande de votações e intenções de voto, mas ela está a fazer o papel dela e muito bem", afirmou Rui Rio, em declarações aos jornalistas no final do 27.º Congresso do CDS-PP, que terminou hoje em Lamego (Viseu).

Rui Rio fez questão de, antes de falar aos jornalistas e após o discurso de Assunção Cristas, subir ao palco do Congresso e cumprimentar a presidente do CDS-PP.

Quando questionado sobre a afirmação da líder centrista ao Expresso de que será a melhor candidata a primeiro-ministro em 2019, Rio respondeu: "Eu serei o melhor candidato a primeiro-ministro não só que a doutora Assunção Cristas, como que o doutor António Costa".

Para o presidente do PSD, "o importante é conseguir nas eleições de 2019 uma vitória que possibilite alterar a forma como o país tem sido governado".

Esse é que é o nosso ponto fundamental: chegar a 2019 e estar em condições de ganhar as eleições legislativas, se depois for necessária uma coligação, seguramente que cá estaremos para isso

Rui Rio rejeitou que as declarações de Assunção Cristas -- de que o CDS-PP é a única escolha a quem não se revê na atual governação - sejam uma declaração de guerra.

"Já viu se a líder do CDS-PP viesse dizer que não estava apta a governar? Tem naturalmente de dizer, tem de cumprir o seu foco", afirmou.

Ainda assim, Rui Rio admitiu que os dois partidos são "evidentemente adversários", partidos distintos que "no passado já fizeram muitas coisas juntos por Portugal", quer no Governo quer nas autarquias, e rejeitou que haja alguma aproximação do PSD ao PS.

"Não há nenhuma aproximação ao PS, há disposição para conversar com os outros partidos, com todos eles no interesse do país. Isso é uma convicção inabalável que tenho, os partidos têm diferenças, mas têm de se juntar para fazer reformas que, sem isso, Portugal não terá. Eu não excluo partido nenhum", afirmou.

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