CDS avança com moção de censura ao Governo

Líder do CDS diz que já informou Marcelo e acusa Executivo de não ter assumido uma única responsabilidade perante tragédia dos incêndios

Em conferência de imprensa, na sequência da reunião da Comissão Executiva do CDS, Assunção Cristas frisou que perante a repetição da tragédia "o Governo não faz um único pedido de desculpas, nem toma a dianteira na indemnização às famílias das vítimas". A líder centrista afirmou que o Executivo falhou em "cumprir a função mais básica do Estado: proteger as pessoas".

Assunção Cristas, que foi ministra da Agricultura do governo de coligação PSD/CDS, garantiu que irá entregar o texto da moção de censura no Parlamento na quarta-feira ou depois e que irá, entretanto, falar com o presidente do PSD sobre o assunto.

António Costa, recorde-se, optou por não pedir desculpas aos portugueses pelas eventuais falhas do governo na prevenção dos incêndios dos últimos dias, tendo também recusado afastar a ministra da Administração Interna. Já Constança Urbano de Sousa, explicando os motivos para não se demitir, fez também uma afirmação que está a gerar polémica, sobretudo por ter sido proferida numa altura em que já estavam confirmadas muitas vítimas dos incêndios que começaram neste fim de semana: "Para mim seria mais fácil, pessoalmente, ir-me embora e ter as férias que não tive"", afirmou. "Isso resolvia o problema?", acrescentou.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Pedro Lains

O Banco de Portugal está preso a uma história que tem de reconhecer para mudar

Tem custado ao Banco de Portugal adaptar-se ao quadro institucional decorrente da criação do euro. A melhor prova disso é a fraca capacidade de intervir no ordenamento do sistema bancário nacional. As necessárias decisões acontecem quase sempre tarde, de forma pouco consistente e com escasso escrutínio público. Como se pode alterar esta situação, dentro dos limites impostos pelas regras da zona euro, em que os bancos centrais nacionais respondem sobretudo ao BCE? A resposta é difícil, mas ajuda compreender e reconhecer melhor o problema.