Cardeal patriarca aconselha "vida em continência" sexual a católicos recasados

Leitura de D. Manuel Clemente sobre recomendações recentes do papa Francisco para a reintegração destes católicos privilegia um caráter restritivo no seu acesso aos sacramentos

Para D. Manuel Clemente, o acesso aos sacramentos por parte dos católicos recasados só deve ocorrer "em circunstâncias excecionais", realizado "de modo reservado" e "após um longo caminho de discernimento". Na avaliação de cada situação, que caberá em primeiro lugar ao seu confessor, estes crentes que se divorciaram de um primeiro casamento, devem ser aconselhados em primeiro lugar a "uma vida em continência" na nova situação, ou seja abstendo-se de relações sexuais.

Esta é a leitura que o cardeal patriarca de Lisboa faz das mais recentes orientações do papa Francisco em matéria de família, revela hoje o jornal Público.

Numa exortação que publicou em 2016, "Amoris Laetitia (A Alegria do Amor), na sequência dos sínodos da família de 2014 e 2015, e referindo-se à reintegração dos católicos divorciados que voltaram a casar ou que vivem em união fora do casamento, o papa admite que "em certos casos poderia haver também a ajuda dos sacramentos". Na sequência da publicação deste documento, cerca de sessenta historiadores, teólogos e sacerdotes emitiram um documento acusando o papa de espalhar a heresia identificando sete "heresias" possíveis contidas em "Amoris Laetitia".

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