Associações de polícias e militares marcam encontro nacional para dia 20

Militares e polícias querem saber com quem e quando vão realizar o processo negocial sobre o descongelamento das carreiras profissionais.

O silêncio dos ministérios da Defesa e da Administração Interna levou as associações e sindicatos das forças de segurança e das Forças Armadas a marcarem esta quinta-feira um encontro nacional para dia 20, em Lisboa.

Em causa está o artigo 19º do Orçamento de Estado deste ano, que determina a realização de um processo negocial entre as partes para desbloquear as respetivas carreiras profissionais daqueles corpos especiais do Estado.

"Para já, nmada está a ser tratado e a lei não está a ser cumprida", afirmou ao DN o presidente da Associação Nacional de Sargentos (ANS), Mário Ramos, no final da reunião desta manhã - na sede da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia - entre os representantes dos agentes da PSP, dos militares da GNR e dos oficiais, sargentos e praças das Forças Armadas.

O encontro nacional agora marcqado, a realizar próximo do Parlamento e aberto a todos os elementos daqueles corpos especiais do Estado, visa aprovar um documento para entregar na residência oficial do primeiro-ministro.

Os participantes na reunião desta quinta-feira já tinham enviado um ofício sobre a matéria ao primeiro-ministro há cerca de duas semanas. António Costa, precisou Mário Ramos, "respondeu e encaminhou" o caso para os respetivos ministérios mas sem resultados práticos.

"Queremos saber que nos vai receber e onde", pois "não podemos ficar à espera que queiram resolver" essa matéria "em dezembro" deste ano quando os efeitos dos descongelamentos das carreiras se reportam a 1 de janeiro, sublinhou ainda Mário Ramos.

No caso das Forças Armadas, "temos de perceber como é que o descongelamento das carreiras se vai aplicar a nós", uma vez que nem todas as progressões a ocorrer terão impactos financeiros devido ás promoções que foram sendo feitas nas Forças Armadas. "É só isso que queremos", insistiu o dirigente da ANS.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.