Independentes, a quarta força política das autarquias

Em 1997 a revisão constitucional abriu caminho às candidaturas de grupos de cidadãos independentes aos municípios (o que até então só era permitida para as freguesias), o que veio a ser consagrado na lei em 2001. Logo no ano de estreia três listas de independentes ganharam a presidência de câmara de três municípios.

Desde então as candidaturas de independentes têm vindo a crescer em número de votos e de presidências de câmaras. As três vitórias de 2001 passaram a sete em 2005 e 2009 e, nas últimas autárquicas, em 2013, arrecadaram a liderança de 13 municípios. Com 6,9% dos votos, as candidaturas fora da esfera dos partidos alcandoraram-se à posição de quarta força política. Aos números juntou-se o simbolismo de uma lista independente - liderada por Rui Moreira - ter conquistado a presidência da Câmara do Porto. É certo que a experiência dos independentes deixa Portugal muito longe de outros países europeus, mas o sucesso desta abertura nas eleições autárquicas tem feito aumentar as vozes em defesa de igual medida para as eleições legislativas. Mas a experiência não tem passado sem polémicas. Se logo em 2001 as três vitórias autárquicas independentes foram protagonizadas por presidentes de câmara já em funções (em dois dos casos a vitória repetiu-se quatro anos depois, já em listas partidárias), em 2005 multiplicou-se o fenómeno das candidaturas independentes lançadas por dissidentes dos partidos - Fátima Felgueiras em Felgueiras, Isaltino Morais em Oeiras, Valentim Loureiro em Gondomar.

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