Incentivos são bons mas não chegam para tirar médicos do privado

Administradores hospitalares receiam que medidas sejam pouco eficazes. Bastonário diz que SNS ainda não está competitivo.

A partir de hoje todos os médicos que entrem em mobilidade parcial podem receber até 200 euros por dia ajudas de custo. A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) estima que uma centena de médicos possa aderir à medida. Mas o bastonário e a presidente da Associação dos Administradores Hospitalares são mais céticos sobre os efeitos dos vários incentivos aprovados pelo Ministério da Saúde, que dificilmente vão tornar o SNS mais competitivo do que o privado e o estrangeiro.

"São medidas positivas, mas curtas face à extrema desclassificação do trabalho médico no SNS. Poderão facilitar a deslocação e a fixação de médicos no interior. Mas mesmo assim o SNS não se torna minimamente concorrencial com o privado ou com a emigração. São medidas que se justificam e cujas repercussões devem ser avaliadas de forma a serem ajustadas. O meu receio é que não tenham o efeito esperado. Só serão minimamente eficazes se forem integradas num plano nacional coerente de captação de recursos humanos", diz José Manuel Silva, bastonário dos médicos.

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Notícia retificada às 11.17: Onde se lia "O meu receio é que tenham o efeito esperado", faltava, por lapso, a palavra "não", que foi acrescentada.

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