Ministro-adjunto defende que ninguém ocultou o relatório sobre Pedrógão

Público noticiou que houve documentos apagados ou destruídos

O ministro-adjunto, Pedro Siza Viera, reiterou hoje que o relatório da auditoria interna da Proteção Civil sobre o fogo de Pedrógão Grande "não foi escondido".

"No dia 20 de novembro, o Ministério da Administração Interna (MAI) encaminhou o relatório ao Ministério Público", adiantou Pedro Siza Viera aos jornalistas, em Góis, distrito de Coimbra, a propósito do fogo florestal que eclodiu naquele município do distrito de Leiria, no dia 17 de junho de 2017.

O ministro frisou que "o relatório não foi escondido, foi encaminhado nos termos que deve ser encaminhado" e é isso, na sua opinião, "que nesta altura importa salientar".

A auditoria "foi determinada pelo Ministério da Administração Interna", tendo sido entregue ao MAI "em meados de novembro e, logo no dia 20 de novembro", o ministério "encaminhou o relatório ao Ministério Público (MP)", disse.

Em comunicado, o Governo afirmou hoje que o relatório da auditoria interna da Proteção Civil sobre o fogo de Pedrógão Grande foi enviado, em novembro, para o MP e que não escondeu o documento.

"É falsa a informação de que o Governo tenha 'escondido' o relatório desde novembro", refere o Governo na nota, indicando estar a esclarecer uma notícia do jornal Público com o título "Inspeção revela que houve provas do combate ao incêndio que foram apagadas ou destruídas".

Segundo o MAI, os documentos em causa "foram remetidos ao Ministério Público, junto da comarca de Leiria, no dia 20 de novembro, para efeitos de investigação, estando assim abrangidos pelo segredo de justiça".

O Público noticiou hoje que o relatório de uma auditoria interna da Autoridade Nacional de Proteção Civil aos trabalhos do combate ao fogo de Pedrógão Grande, em 2017, indica que houve documentos apagados ou destruídos.

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