Ministro da Defesa afirma não ter ficado chocado com Marcelo

"Não fiquei chocado e, evidentemente, não vou falar por cima daquilo que o senhor Presidente disse", declarou o ministro

O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, afirmou esta quinta-feira que não ficou chocado com a atuação do Presidente da República na sequência dos incêndios de outubro, mas recusou tecer mais comentários sobre o assunto.

Azeredo Lopes falava na ilha Terceira, nos Açores, logo após o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ter falado aos jornalistas a propósito a manchete do Público intitulada "Governo chocado com Marcelo: 'As coisas estavam combinadas'".

"Não fiquei chocado e, evidentemente, não vou falar por cima daquilo que o senhor Presidente disse", declarou o ministro.

Questionado se se demarca do choque do Governo ou se não houve choque, Azeredo Lopes respondeu: "Nem demarco, nem deixo de demarcar. Eu não falo nem por cima, nem por baixo, nem ao lado do senhor Presidente e acho que o senhor Presidente disse tudo".

Antes, o Presidente da República, a propósito da notícia do Público, afirmou que "chocado ficou o país com a tragédia vivida" nos incêndios e condenou o "diz que disse especulativo".

"Há duas maneiras de encarar a realidade. Uma maneira é o diz que disse especulativo de saber quem ficou mais chocado: se foi A com o discurso de B, se foi B com o discurso de A. E, depois, há uma segunda maneira, que é a de compreender que chocado ficou o país com a tragédia vivida, com os milhares de pessoas atingidas", disse Marcelo Rebelo de Sousa.

"Eu entendo que a forma correta é a segunda e que quem olha para a realidade do diz que disse especulativo não entendeu e não entende nada do que se passou em Portugal nas últimas semanas", acrescentou, com Azeredo Lopes ao seu lado, de quem se afastou depois, para o ministro falar aos jornalistas.

O chefe de Estado e o ministro da Defesa prestaram declarações aos jornalistas no Miradouro da Serra do Facho, na Praia da Vitória, ilha Terceira, onde assistiram a manobras do exercício militar "Lusitano 2017.

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