Guiné Equatorial: o que falta para acabar com a pena de morte?

Presidente da República e Primeiro-ministro saíram satisfeitos com as garantias de Obiang na cimeira da CPLP

O assunto de que toda a gente fugiu durante três dias, marcou claramente a conferência de imprensa final de Marcelo Rebelo de Sousa e de António Costa. Ambos saíram satisfeitos com os progressos apresentados pela Guiné Equatorial mas ambos admitem também que ainda há muito caminho a percorrer.

No que diz respeito à pena de morte, há uma moratória que faz com que juridicamente já não seja possível aplicar esta sanção naquele país, mas o processo de abolição ainda não é irreversível. É por isso que Teodoro Obiang pede agora aos Estados membros da CPLP que prestem apoio técnico.

Quanto à introdução do Português, Marcelo Rebelo de Sousa diz que estão a ser dados passos importantes mas que "é impossível mudar um sistema linguístico em dois anos".

E, por fim, a Guiné Equatorial garante que já ratificou os estatutos da CPLP. Se tudo isto se confirmar, começam a ficar garantidas as três condições mais importantes para que o país liderado com mão de ferro por Obiang permaneça na CPLP.

Questionado pelos jornalistas sobre se convidou Obiang para ir ao centenário de Fátima no próximo ano, tal como fez na Cimeira Ibero-Americana, Marcelo Rebelo de Sousa não respondeu diretamente à pergunta. Limitou-se a dizer que todos os chefes de Estado são bem-vindos. Quem sabe se, em 2017, o Santuário de Fátima não recebe mesmo o Presidente da Guiné Equatorial.

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