Governo sem informação de vítimas portuguesas no ataque

Há 16 estrangeiros entre os mortos já identificados após ataque a discoteca de Istambul

O governo português não tem informação da existência de vítimas nacionais no atentado desta madrugada em Istambul, na Turquia. Há confirmação de que das 39 pessoas que morreram no ataque numa discoteca pelo menos 16 delas são estrangeiras.

"Para já, das informações de que dispomos não há vítimas portuguesas", disse ao Público o secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, acrescentando que está a acompanhar a situação.

Entretanto, o governo turco adiantou que entre as vítimas mortais há cidadãos da Arábia Saudita, Marrocos, Líbano e Líbia. Israel também informou que uma cidadã nacional de 19 anos morreu no ataque.

O Governo português condenou "firmemente" o atentado ocorrido no sábado numa discoteca de Istambul, que provocou pelo menos 39 mortos, segundo um comunicado hoje divulgado.

"O Governo português condena firmemente o atentado cometido ontem em Istambul. O Governo exprime a sua solidariedade com o povo e as autoridades turcas e reafirma o empenhamento de Portugal na luta contra o terrorismo em todas as suas formas", lê-se no comunicado.

O alegado autor do ataque está a ser procurado pela polícia.

Os primeiros relatos falavam em três atacantes vestidos de Pai Natal que dispararam sobre as pessoas que estavam numa discoteca de Istambul a festejar a passagem de ano.

O ataque ocorreu na discoteca a Reina Club cerca da 1:30 locais (23:30 em Lisboa), ou seja, já após a passagem do ano na Turquia.

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, considerou hoje que o ataque pretende criar o caos na Turquia.

"Eles estão a tentar destruir a moral do nosso país e a instalar o caos ao atingirem deliberadamente a nossa paz e os nossos civis com estes ataques hediondos", afirmou Erdogan, num comunicado divulgado no sítio da Presidência turca.

No ano de 2016, a Turquia sofreu uma série de ataques, a maioria reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico ou pelos rebeldes curdos e que provocaram centenas de mortos.

Erdogan assegurou que a Turquia "vai continuar a lutar contra o terrorismo e fazer tudo o que for necessário para garantir a segurança dos seus cidadãos e a paz na região".

O Presidente turco acrescentou que a Turquia vai afetar todos os meios necessários, desde militares, económicos, políticos ou sociais, para combater "organizações terroristas" e os países que as apoiam, sem especificar a que grupos ou Estados se referia.

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