Governo acredita que pode fazer mais para integrar ciganos

Habitação e educação são as áreas a ser reforçadas para desenhar um modelo integrador da raça cigana na sociedade

A Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas verá reforçadas as áreas da educação e habitação e terá novas ferramentas ao nível da mediação, disse hoje à Lusa a secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade.

"Temos de trabalhar mais intensamente na área da educação e da habitação, desenhando um modelo integrador", afirmou Rosa Monteiro, que hoje recebeu na Presidência do Conselho de Ministros, em Lisboa, um grupo de representantes de uma comunidade cigana de Braga.

A revisão do documento, atualmente em curso, contempla a recolha de contributos das comunidades, que será intensificada, segundo a governante.

Rosa Monteiro preconizou também um maior envolvimento das autarquias na integração das pessoas ciganas.

"São áreas chave. Além da habitação, temos de procurar outras formas de combater os preconceitos", referiu.

Da delegação que hoje se deslocou a Lisboa, fazem parte pessoas que participaram num vídeo para uma campanha de sensibilização, realizada ao abrigo do programa Escolhas.

A campanha, com legendas em inglês, foi hoje lançada e mostra que há ciganos que gostam de música clássica, de hip-hop, que nem todos moram num bairro social, que alguns têm trabalho e salário no fim mês, que também vão à igreja, ao cinema, e têm amigos de outras etnias. Chama-se "PareSer: Um passo em frente em prol da Igualdade".

A secretária de Estado considerou que o vídeo "vai ao fundamental para destruir muitos preconceitos", mostrando "quem é o outro".

Neste momento, estão a ser estudadas outras formas de divulgação, além das redes sociais, disse.

O objetivo, frisou, é a construção de "um mundo e uma realidade" melhores.

A iniciativa insere-se nas atividades programadas para assinalar o Dia Internacional do Cigano, que se celebra no domingo, e que levará Rosa Monteiro a vários pontos do país nos próximos dias, nomeadamente Viseu, Maia e Coruche.

Exclusivos

Premium

Espanha

Bolas de aço, berlindes, fisgas e ácido. Jovens lançaram o caos na Catalunha

Eram jovens, alguns quase adultos, outros mais adolescentes, deixaram a Catalunha em estado de sítio. Segundo a polícia, atuaram organizadamente e estavam bem treinados. José Manuel Anes, especialista português em segurança e criminalidade, acredita que pertenciam aos grupos anarquistas que têm como causa "a destruição e o caos" e não a luta independentista.