Governo preocupado com escassez de bombeiros voluntários no Alto Minho

Viana do Castelo é um dos distritos mais problemáticos do país em termos de incêndios

O secretário de Estado da Administração Interna manifestou-se hoje preocupado com "a escassez" de bombeiros voluntários no Alto Minho, que considerou "insuficientes" para dar resposta ao número ignições registadas, por ano, na região.

"O distrito tem um efetivo bastante escasso para as necessidades que tem. Isso preocupa-nos. Gostávamos de perceber o que está a acontecer. Há falhas no voluntariado? As pessoas não querem ser bombeiras? Nós não estamos a dar resposta aos anseios dos voluntários?", questionou Jorge Gomes.

O governante, que falava em Ponte de Lima durante a apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) para o distrito de Viana do Castelo, justificou a "preocupação" com o facto do distrito de Viana do Castelo ser " um dos mais problemáticos do país".

"Viana do Castelo, a par de Braga e do Porto, é o distrito que tem maior número de ignições" frisou, sublinhando a região "é importadora de ajuda de bombeiros de outros distritos".

Jorge Gomes destacou que este governo "já criou alguns incentivos", atribuindo aos bombeiros a isenção do pagamento de taxas moderadoras e que estão previstos mais benefícios na próxima discussão orçamental. Sublinhou que "o Orçamento de Estado para 2016 isentou do pagamento do Imposto Sobre Veículos (ISV) todas as viaturas operacionais e de transporte de doentes".

Questionado pelos jornalistas, o comandante operacional distrital de Viana do Castelo, Armando Silva, reconheceu que o distrito "não conta com um quadro ativo de bombeiros de grande número".

"O principal problema do distrito, mais do que os combatentes é o elevadíssimo número de ocorrências", disse, afirmando que existem atualmente na região "entre 590 a 600 bombeiros" e, em média, por ano, ocorrem cerca de 1.500 ignições, condensadas em períodos específicos e não distribuídas, uniformemente, ao longo do ano".

O comandante distrital adiantou que o dispositivo de combate a incêndios florestais previsto para fase mais crítica "é igual ao do ano anterior", com 55 equipas, 255 operacionais e 55 veículos.

Armando Silva adiantou que "o mesmo número de equipas dos corpos de bombeiros mantém-se", sendo que na primeira fase, em maio, a região vai contar "com mais três Equipas de Intervenção Permanente (EIP), mais duas equipas da AFOCELCA e a entrada em funcionamento da vigésima terceira equipa de Sapadores Florestais, instalada em Melgaço".

Em termos de meios aéreos o dispositivo "mantém-se igual", com um avião na fase Bravo, dois na fase Charlie, e um na fase Delta.

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