Governantes já tinham sido constituídos arguidos quando se demitiram

Despacho foi emitido pelo Ministério Público na passada quinta-feira, avança a SIC Notícias. Crê-se que poderá ter havido uma fuga de informação que antecipou a demissão dos três secretários de Estado

Segundo a SIC Notícias, a decisão do Ministério Público em constituir arguidos os três secretários de Estado envolvidos no Galgate foi tomada antes dos pedidos de demissão feitos pelos governantes, embora o despacho tenha sido emitido na passada quinta-feira, 6 de jullho.

Recorde-se que estes pedidos de exoneração foram anunciados este domingo, dia em que os secretários de Estado terão pedido à justiça portuguesa para que os constituísse arguidos do caso Galpgate.

Contudo, a informação avançada esta segunda-feira pelo canal televisivo leva a crer que terá havido uma fuga de informação. Ainda que só esta segunda-feira tenham chegado aos autos o pedido para que os secretários de Estado fossem constituídos arguidos e que as notificações ainda estejam em curso, a ordem havia sido dada na semana passada.

É possível, por isso, que Rocha Andrade, João Vasconcelos e Jorge Oliveira tenham sabido previamente que iriam ser constituídos arguidos e que tenham dado a entender que o pedido partia dos próprios.

Em causa, destaca a Procuradoria-Geral da República, "estão factos suscetíveis de integrarem a prática de crimes de recebimento indevido de vantagem, previstos na Lei dos Crimes de Responsabilidade de Titulares de Cargos Políticos". Isto porque a Galp Energia S.A. pagou aos governantes "viagens, refeições e bilhetes para diversos jogos da seleção nacional no Campeonato Europeu de Futebol de 2016".
Além dos três secretários de Estado são também arguidos neste processo "um chefe de gabinete, um ex-chefe de gabinete e um assessor governamental".

Além dos três secretários de Estado, são também arguidos neste processo "um chefe de gabinete, um ex-chefe de gabinete e um assessor governamental".

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