GNR vai ter novo comandante-geral: Botelho Miguel, número dois sobe ao topo

Oficial do Exército, o seu nome chegou a ser falado para liderar as secretas. Vai ser, no entanto, um comandante-geral a prazo, pois terá de passar à reserva daqui a dois anos por ter atingido o limite de tempo (10 anos) no posto

Luís Francisco Botelho Miguel, atual segundo comandante da GNR, será o novo comandante-geral da GNR, em substituição do general Manuel Mateus Couto. O seu nome já foi partilhado internamente e o ministério da Administração Interna deverá anunciá-lo nas próximas horas.

Botelho Miguel está na GNR desde 2010, onde entrou como adjunto do comandante operacional. Comandou a Unidade de Intervenção, foi comandante operacional e em 2016, em vésperas de passar à reserva, foi promovido a tenente-general e nomeado segundo comandante.

Miguel Macedo, ex-ministro da Administração Interna do governo PSD/CDS, condecorou-o, em 2014, com a Medalha de Ouro de Serviços Distintos de Segurança Pública, por proposta do comandante-geral Mateus Couto, considerando Botelho Miguel "um oficial de elevado valor e mérito reconhecidos". Também a ex-ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa o distinguiu com outra medalha de ouro: "evidenciou pela continuada afirmação do seu elevado profissionalismo, forte empenhamento, provado esforço, energia, grande dedicação em serviço de segurança pública, lucidez e profunda competência, sólida vontade de bem servir, que vem exteriorizando no exercício do cargo de 2.º Comandante-Geral da Guarda Nacional Republicana", escreveu.

Na GNR já assumiu várias funções de comando: adjunto do comandante operacional, comandante da Unidade de Intervenção, comandante do Comando de Administração e Recursos Internos, comandante operacional e atualmente o número dois desta força de segurança. Acumulou também funções de Inspetor nacional da Guarda.

Inteligente, organizado, exigente, racional, resiliente, meticuloso, reservado, são algumas características que lhe são apontadas por quem trabalha ou já trabalhou com ele. A sua nomeação terá, no entanto, uma limitação temporal, pois Botelho Miguel atingirá o tempo no posto de general dentro de dois aos e terá, de acordo com o regulamento militar, que passar à reserva. Será, portanto, um comandante-geral a prazo.

O seu nome chegou a estar em cima da mesa, conforme o DN noticiou, no ano passado, para liderar o Sistema de Informações da República Portuguesa. Botelho Miguel já teve uma curta passagem pelo Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), onde foi diretor de Área, no final da década de 90 e de onde terá saído em conflito. No Exército também teve responsabilidades na intelligence, como chefe da Divisão de Informações Militares (DIMIL).

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